Crédito imobiliário tem mais cobradores

O Conselho Monetário Nacional (CMN) atendeu pleito do setor e permitiu que corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários atuem como agentes fiduciários em operações de crédito imobiliário com garantia hipotecária. A função, que até agora era exercida somente por bancos, significa que as corretoras e distribuidoras poderão agir em nome do credor. Ou seja, elas vão poder receber os créditos, cobrá-los, notificar o devedor por ocasião de atrasos e, ainda, executar judicialmente os devedores.De acordo com o consultor da diretoria de Normas do Banco Central, Clarence Hillerman Junior, as corretoras e distribuidoras estenderão sua atuação. Hoje estas instituições trabalham como agentes fiduciários de investidores que adquirem debêntures de empresas privadas. Na área imobiliária, ele acredita que o trabalho ficará restrito ao acompanhamento de cédulas hipotecárias. A garantia do crédito será o próprio imóvel que poderá ser hipotecado para o pagamento da dívida.Os devedores do crédito imobiliário, segundo explicou o consultor do BC, serão obrigatoriamente pessoas físicas. A atuação de agente fiduciário é semelhante ao acompanhamento e cobrança de outra dívida em que a pessoa física assina uma promissória e oferece um bem como garantia. Não havendo o pagamento do débito, a cobrança é feita e pode resultar em um processo judicial. Para a tranqüilidade do credor, todo este trabalho pode ser executado por um agente fiduciário que cobrará pelo serviço.

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