Crédito no País cresce 27,9% em 12 meses até fevereiro

Operações de crédito mantêm elevação; ministro da Fazenda demonstra preocupação com ritmo de alta

Agência Estado e Reuters,

25 de março de 2008 | 10h48

As operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro continuam crescendo no País, segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira, 25. Apenas no mês de fevereiro, a alta foi de 1,1% em relação a janeiro, acumulando expansão de 27,9% nos últimos 12 meses. Com a alta, o volume total do crédito atingiu o equivalente a 34,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Apesar disso, de acordo com os dados, a inadimplência ficou praticamente estável no mês, mostrando que o crescimento no crédito não amplia o número de inadimplentes.  Veja também:Governo poderá impor redução nos prazos do crédito Levando em conta apenas as operações com recursos livres, cujas taxas são definidas sem a interferência do governo, o volume em outubro somou R$ 679,1 bilhões, o equivalente a 24,8% do PIB. A taxa de inadimplência caiu levemente em fevereiro, de 4,4% para 4,3%, permanecendo quase estável. No acumulado de 12 meses até o mês passado, o porcentual de operações com débitos em atraso superior a 90 dias caiu 0,7 ponto. Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou preocupação com o ritmo de crescimento do crédito no País e disse que pretende se reunir com representantes dos bancos esta semana para verificar se os patamares atuais de financiamento são seguros. Juros  A taxa média de juros cobrada pelos bancos oscilou para 37,4% ao ano no mês passado, frente a 37,3% em janeiro. Nas operações para as pessoas físicas, o juro médio subiu de 48,8% para 49% anuais. Em 12 meses, a taxa média recuou 1,8 ponto. Nas linhas de crédito para as pessoas jurídicas, a taxa também subiu, de 24,7% para 24,8%. Em 12 meses, essas linhas acumulam redução de 1,2 ponto.  A elevação dos juros acompanha a subida do spread bancário - diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes -, que subiu para 26 pontos percentuais, ante 25,7 pontos no mês anterior.

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