Crédito para compra de carro tem queda de 1,1% no ano

No acumulado em 12 meses, financiamentos apresentam recuo de 5,9%: calote também tem leve queda no ano

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2013 | 02h06

A concessão de crédito a pessoas físicas para a compra de veículos registrou queda de janeiro a abril deste ano, segundo dados apresentados ontem pelo Banco Central.

As liberações de recursos caíram 1,1% em relação ao primeiro quadrimestre de 2012. Em 12 meses, o recuo é ainda maior, de 5,9%. No entanto, em abril, a concessão de financiamento de veículos para pessoa física somou R$ 7,7 bilhões, o que representa alta de 8% em relação ao mês anterior.

O estoque dessas operações recuou 0,4% no acumulado de janeiro a abril em relação ao montante de dezembro de 2012. Em abril, houve uma queda de 0,2% em relação a março. O total de recursos para aquisição de automóveis ficou em R$ 192,490 bilhões no mês passado. No entanto, no acumulado em 12 meses, o saldo de crédito para veículos ainda registra um crescimento de 4,9%.

A inadimplência em abril, assim como em março, ficou em 6,3% da carteira. No ano, entretanto, há uma queda de 0,1%. Os calotes neste segmento foram apontados no ano passado por bancos e montadoras como o principal componente para a retração do crédito e aumento das taxas de juros, o que afetou as vendas do setor e levou o governo a adotar medidas de estímulo para reativar as vendas.

Os dados mostram também que o saldo de operações de leasing para compra de veículos por pessoas físicas registrou queda de 6,9% em abril na comparação com o mês anterior. No ano, a queda é de 23,5% e, em 12 meses, o recuo foi de 52,1%.

Imóveis. As operações de crédito direcionadas para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,7% em abril ante março, totalizando R$ 281,3 bilhões. Segundo o BC, no acumulado em 12 meses, a expansão desse tipo de crédito está em 34,5%. No acumulado do ano, houve crescimento de 10,2%.

Do valor total do crédito imobiliário, R$ 252,3 bilhões se referem a empréstimos concedidos com taxas reguladas pelo governo e R$ 29 bilhões à taxa de mercado. As operações com taxa de mercado apresentaram crescimento de 4% em abril e de 40% em 12 meses até o mês passado. / RENATA VERÍSSIMO E EDUARDO CUCOLO

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