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Crédito pode crescer até 20% em 2009, diz Febraban

Economista-chefe da Federação afirma que projeção leva em consideração crescimento do PIB de 3%

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 15h34

O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, afirmou que as perspectivas da economia para o Brasil em 2009, que, segundo muitos analistas, levam em consideração crescimento do PIB ao redor 3%, podem propiciar um incremento das operações de crédito do País de 15% a 20% no próximo ano. "É provável que esse patamar de crescimento seja registrado em 2009. Para o próximo ano, o mundo deve registrar uma recessão, enquanto os países emergentes devem apresentar desaceleração", afirmou.   Veja também: Juro ao consumidor sobe para perto de 60% ao ano Novas operações de crédito têm queda de 3% em outubro De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Na avaliação de Sardenberg, os principais números apresentados nesta terça pelo Banco Central na Nota de Política Monetária e Operações de Crédito referente a outubro mostram resultados semelhantes ao de um levantamento recente feito pela Febraban junto a grandes bancos, relativo ao desempenho do setor de crédito.   De acordo com o BC, o estoque de operações de crédito subiu 2,9% em outubro ante setembro e apresentou elevação de 34,6% nos 12 meses encerrados no mês passado. Em outubro, a proporção do total de empréstimos tomados por empresas e famílias na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em julho de 1994: 40,2% do PIB, o equivalente a R$ 1,186 trilhão. Em setembro, estava em 39,2%.   Contudo, ocorreu uma queda de 3% nas novas operações de crédito em outubro sobre setembro, sendo que os números para pessoas físicas registraram baixa de 3,5%. No entanto, segundo o Banco Central, o volume de crédito recuperou-se e apresentou uma elevação de 2,5% entre os dias 1º e 12 de novembro em relação ao desempenho do mesmo período de outubro. "Esses números estão em linha com a pesquisa realizada com os bancos grandes, que apontava crescimento do estoque de crédito e redução nas concessões (de financiamento)", declarou.   Segundo Sardenberg, os executivos de instituições financeiras afirmavam que os resultados no começo de outubro apresentaram dificuldades, em função do agravamento da crise, mas foram melhorando ao longo mês. O economista-chefe da Febraban disse que as operações de crédito estão melhorando aos poucos e que os bancos estão colaborando com o processo de concessão de crédito na economia, cujo fluxo foi afetado recentemente com o credit crunch internacional. "As coisas estão melhorando progressivamente", afirmou.

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