Crédito: procura por penhor de jóias cresce 11%

A facilidade e o baixo custo dos empréstimos através do penhor de jóias podem ser as justificativas para o aumento de 11% no número de contratos de janeiro a 26 de outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2000, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF). Além disso, a partir de 11 de setembro - dia dos ataques terroristas nos EUA - o ouro registrou um aumento de 12%. A superintendente Nacional de Produtos Bancários, Celina Lopes, também atribui este crescimento à ampliação da rede de agências da CEF que realizam este tipo de empréstimo de 288 postos para 310 em todo o País. Com o aumento, o estoque de contratos chegou a 1,352 milhão e a carteira atingiu R$ 420 milhões, o que representou um crescimento de 23% no mesmo período. O penhor pode ser uma boa opção para quem precisa de um empréstimo e não pode perder tempo com burocracia ou já se encontra na lista de inadimplentes nos cartórios de protesto. Basta levar as jóias a uma agência da CEF e ter em mãos a carteira de identidade, o CPF e um comprovante de residência. Embora os juros sejam baixos - 2,95% para valores até R$ 300 e 3,5% acima disso -, o custo da operação para o tomador chega a cerca de 4,8% do valor do negócio quando consideradas todas as taxas. Ele leva para casa apenas 80% do valor da avaliação, dos quais são descontados antecipadamente juros, taxa de abertura de crédito e seguro.Os prazos para resgate variam entre 28, 56 ou 84 dias, e perder as jóias é o único risco do negócio se estes prazos não forem respeitados. Para que isto não aconteça, há duas opções: pagar a quantia emprestada e recuperar as jóias ou renovar o empréstimo e pagar as taxas correspondentes. Caso a renovação ou o pagamento não sejam feitos, os bens penhorados vão a leilão e o tomador do empréstimo perde suas jóias. Porém, Celina Lopes afirma que isto acontece em apenas 1% dos contratos. SimulaçãoTomemos como exemplo uma avaliação das jóias em R$ 125. O valor a ser emprestado correspondente a 80% da avaliação é de R$ 100. Descontados os juros de 2,95% e as taxas de seguro e abertura de crédito, que juntas chegam a pouco mais de R$ 2, o tomador do empréstimo leva para casa R$ 95,23 pelo prazo de 28 dias. De acordo com Celina, como não há interesse da CEF em penhorar as jóias, o banco oferece a possibilidade de renovar o negócio quantas vezes for necessário, mediante novo pagamento dos juros mais taxas calculados segundo o período. A média, ainda segundo ela, é de nove renovações para cada contrato.

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