Crédito rotativo é utilizado por 35% dos clientes

A maior parte dos usuários de cartão de crédito evita utilizar o sistema de crédito rotativo das administradoras. Eles representam cerca de 65% do universo de portadores de cartões. Nesta conta estão incluídos os que preferem pagar a compra de uma vez só (aproximadamente 30%) e os que parcelam com ou sem juros (3,3% e 34,3%, respectivamente) no momento da compra. Os dados são de um estudo realizado pela Credicard, com base também em informações fornecidas pelos outros cartões.O levantamento informou que cerca de 30% a 35% dos usuários utilizam o crédito rotativo, sistema pelo qual paga-se 20% do valor total na data do vencimento e o restante pode ser deixado para os próximos meses. Para isso, no entanto, pagam uma taxa de juros média de 9,4% ao mês. No pagamento parcelado, contratado no momento da compra, a taxa é quase a mesma (10%), mas o valor de cada parcela é fixo.O crédito rotativo é utilizado principalmente pelos usuários de cartões cuja renda é de até R$ 1.000,00, que significam 63% do total de usuários. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Credicard, Roberto Brito, trata-se da faixa da po pulação que tem menor acesso ao crédito. Este segmento é o que mais tem crescido e no qual estão focadas as atenções atuais das administradoras. São pessoas, segundo Brito, com baixo grau de bancarização e por isto mesmo onde foi detectada maior demanda por cartões. As empresas começaram a entrar nesta fatia da população em 1997 e hoje ela representa quase a metade do contingente de usuários.O objetivo das empresas do setor é ampliar ainda mais sua base de clientes, que já vem crescendo desde o Plano Real. Só no ano passado, o total de portadores de cartões passou de 28,8 milhões para 35 milhões. Neste mês, deve chegar a 38,5 milhões.A intenção é ganhar espaço sobre o cheque, tanto o pré-datado, por meio das compras parceladas, como o especial, com o rotativo. Para isso, eles acenam com a possibilidade de pagamento por um prazo de até 40 dias e com taxas menores que do cheque especial em alguns casos.

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