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Crédito subsidiado ajuda a empurrar o varejo

Camas, guarda-roupas, mesas e sofás, além de aparelhos de TV, máquinas de lavar roupa, tanquinhos e liquidificadores, contribuíram para fortalecer as vendas do comércio varejista em agosto, que cresceram 0,9% em relação a julho e 6,2% em relação a agosto de 2012, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2013 | 02h13

A evolução superou o previsto pelos especialistas, mas os próprios técnicos do instituto admitiram que os resultados foram influenciados, para melhor, pelo crédito subsidiado concedido a mutuários do programa de habitação social Minha Casa, Minha Vida. Os estímulos ao consumo, portanto, ainda são essenciais para empurrar o comércio.

As vendas foram influenciadas pela desaceleração da inflação - a Confederação Nacional do Comércio calcula que os preços no varejo subiram apenas 0,1%, em agosto, menos do que o 0,24% registrado pelo IPCA. E, ainda, pelos baixos níveis de desemprego (5,3%) e pelo fato de que os ganhos reais de renda dos trabalhadores ainda são positivos, embora decrescentes.

Mas nem todos os indicadores positivos bastaram para compensar o declínio do ritmo de crescimento do varejo no primeiro semestre, de apenas 3% reais. E a aceleração mensal das vendas em agosto foi inferior à de julho, de 2,1%, segundo dados revisados para maior pelo IBGE (o dado conhecido até ontem indica alta de 1,9%).

A melhora das vendas, em agosto, foi liderada pelo item hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujo crescimento mensal de 0,6% teve um peso de 44,9% no crescimento de todo o varejo. Isso evidencia a preservação da renda real dos trabalhadores, inclusive os de menor renda. Em segundo lugar figurou o item móveis e eletrodomésticos, com aumento de vendas de 0,8% sobre julho e 7,9% em relação a agosto de 2012, com peso de 15,7% no resultado total.

A expansão do varejo foi generalizada, presente em 24 das 27 regiões pesquisadas pelo IBGE. Mas os resultados mais vistosos ocorreram em Estados menos desenvolvidos - Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Maranhão, no Nordeste.

O peso do varejo não é elevado o suficiente para mudar a tendência de evolução do Produto Interno Bruto: as estimativas para o trimestre passado são de ligeira queda do PIB.

Em 2012, o comércio varejista cresceu 8,1% - e neste ano, deverá crescer entre 4% e 5%, segundo consultores econômicos. Parece pouco para o tamanho dos incentivos.

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