Crédito tributário evitou aporte maior no banco

Um crédito tributário de R$ 700 milhões impediu que o Panamericano precisasse de ainda mais dinheiro para cobrir o rombo de R$ 4,3 bilhões. Conforme explicou o diretor de Relações com Investidores do banco, Celso Zanin, um crédito desse tipo é calculado com base em projeções dos resultados futuros de uma empresa. Além disso, foram levados em conta os prejuízos registrados pelo banco.

Leandro Modé e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

Esse crédito só pode ser ativado (na linguagem contábil) após a aprovação do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal da companhia.

O diretor superintendente do banco, Celso Antunes da Costa, garantiu que a chance de um novo rombo é zero. "Os números da contabilidade foram torturados e confessaram tudo", brincou, ao comentar o assunto.

O Panamericano prometeu ajustar sua estrutura de capital e se enquadrar às regras do Banco Central (BC) ainda este mês. Conta, para isso, com recursos de seus sócios (Caixa Econômica Federal e BTG Pactual), além do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em dezembro, o banco tinha Índice de Basileia negativo de 4,74%, bem abaixo do mínimo exigido pelo BC, de 11%.

O Basileia é um indicador que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer sua estrutura de capital.

Os números de janeiro ainda não estão fechados, mas, segundo Costa, foram cedidos R$ 700 milhões em carteiras de crédito. Além disso, o FGC pode comprar um total de carteiras de até R$ 3,5 bilhões sem coobrigação (não assume o risco da carteira comprada). A Caixa pode comprar créditos em até R$ 8 bilhões e o BTG pode capitalizar o Panamericano em até R$ 4 bilhões.

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