finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Crédito volta a abalar mercados da Ásia e ações caem

As bolsas de valores da Ásia fecharamcom fortes quedas nesta quinta-feira e o indicador que reúne osmercados da região registrou a maior baixa diária desde osataques contra os Estados Unidos em setembro de 2001. Aumentodas tensões sobre um aperto global de crédito arrasou com oapetite dos investidores por ativos arriscados. O iene saltou para o maior pico em um ano depois queoperações de empréstimos na moeda conhecidas como "carrytrades" foram realizadas. Enquanto isso, bônus dos mercadosemergentes, ações e moedas foram trocadas em favor de segurosbônus governamentais em meio a preocupações sobre disseminaçãomaior dos problemas do mercado de crédito imobiliário de riscodos EUA. "Qualquer um que tenha interesse no mercado financeiro,como um banco ou um fundo, pode passar por algumas minas nãoexplodidas, então as pessoas estão trabalhando para eliminarriscos", disse Eric Betts, estrategista do Nomura Australia. A última série de preocupações foi gerada pelo CountrywideFinancial, a maior empresa de hipotecas dos EUA, que podeenfrentar risco de quebra se a situação da liquidez piorar.Para mais informações clique [ID:nN14446290]. As ações da financeira hipotecária australiana RAMS HomeLoans Group afundaram 36 por cento depois que a empresainformou que não conseguiu rolar empréstimos de curto prazo porcausa da falta de liquidez no mercado de commercial paper nosEUA. Como não há sinais de que a agitação no mercado de créditodeve melhorar, os bancos centrais da Ásia e Pacífico estãomantendo atenção sobre o mercado aberto e tentando garantir osinvestidores. A Austrália despejou no sistema bancário 2,5 bilhões dedólares, uma quantia maior que a normal. Enquanto que naIndonésia, Malásia e Filipinas as autoridades monetárias tambémagiram para apoiar suas moedas. O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson,informou que as turbulências nos mercados globais vão "geraruma penalidade" sobre o crescimento, mas que o sistemafinanceiro e a economia são fortes o bastante para enfrentá-lassem provocar uma recessão norte-americana. O índice MSCI que reúne os principais mercados daÁsia-Pacífico, com exceção do Japão, desabava 5,5 por cento, amaior queda percentual desde setembro de 2001. O indicadoracumula perda de cerca de 17 por cento desde pico atingido em24 de julho. Apesar disso, ainda registra alta de 6 por centono ano. A bolsa de TÓQUIO encerrou em queda de 2 por cento, a16.148 pontos, menor nível desde novembro. A bolsa da CORÉIA DO SUL despencou quase 7 por cento,depois que o mercado acompanhou o mau humor da região apósferiado nacional na véspera. Lee Eun-yul, uma funcionária de escritório de 33 anos quetrabalha em uma universidade da Coréia do Sul, estava prontapara vender pelo menos parte de seus investimentos em fundosmútuos. "Eu estava pronta para vender esta manhã depois de veras notícias sobre o quanto os mercados da Ásia caíram ontem",disse ela. "Mas as quedas foram tão grandes hoje que eu nãoconsegui vender." A bolsa de valores de XANGAI caiu 2,14 por cento, depoisque investidores realizaram lucros um dia depois que o mercadoatingiu recorde de alta. Já em TAIWAN, o mercado recuou 4,56por cento. CINGAPURA se desvalorizou em 3,7 por cento e a bolsade SYDNEY perdeu 1,32 por cento. REUTERS AAJ VS

IAN CHUA, REUTERS

16 de agosto de 2007 | 11h51

Tudo o que sabemos sobre:
NEGOCIOSBOLSAASIAFECHA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.