Credores da Chrysler abandonam disputa contra reestruturação

Colapso da oposição remove último obstáculo aos esforços do governo Obama para reorganizar a montadora

Danielle Chaves, da Agência Estado,

08 de maio de 2009 | 17h17

Um grupo de credores da Chrysler contrário ao plano de reestruturação da companhia elaborado pelo governo dos Estados Unidos concordou em abandonar a disputa depois de decidir que os custos financeiros e políticos seriam muito altos, de acordo com gestores de fundos e com um advogado do grupo citados pelo Wall Street Journal.

 

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Os credores retiraram sua queixa nesta sexta-feira, 8, depois que dois grandes fundos, o OppenheimerFunds e o Stairway Capital, abandonaram o grupo. Os dois fundos indicaram que vão aceitar o resultado do processo de concordata da montadora.

 

O colapso da oposição organizada removeu o último obstáculo significativo aos esforços do governo de Barack Obama para reorganizar a Chrysler rapidamente. A companhia pode agora sair do processo de concordata já no próximo mês com uma nova aliança com a italiana Fiat.

 

Na semana passada, um grupo de cerca de 20 credores se recusou a aceitar um acordo, formulado pelo Departamento do Tesouro dos EUA e quatro grandes bancos, para trocar US$ 6,9 bilhões em dívida da Chrysler por US$ 2 bilhões em dinheiro. Agora restam apenas cinco credores que se opõem ao plano de reestruturação do governo.

 

Embora tenham aceitado retirar a queixa contra a reestruturação, esses fundos seguem contrários à oferta de troca de dívida proposta pelo governo. "Essa não é uma briga sobre dinheiro. É uma briga sobre princípios e sobre a defesa do que é certo, mesmo se essa for uma decisão impopular", afirmou Geoffrey Gwin, diretor do Group G Capital, um dos fundos credores da Chrysler.

 

O grupo de credores se opôs ao JPMorgan Chase & Co. e a outros grandes bancos que receberam US$ 90 bilhões em financiamento do governo sob o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp) e estavam muito mais propensos a eliminar boa parte das dívidas da Chrysler.

 

"Ser um grupo tão pequeno tentando combater a força do governo deixou os fundos muito desconfortáveis", disse Tom Lauria, um advogado do escritório White & Case que foi contratado em abril para representar os credores. "No fim, eles concluíram que o custo político para suas instituições seria muito alto", acrescentou Lauria.

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