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Credores da OSX se unem para preservar valor de títulos

Sete grandes fundos detentores de bônus da companhia fecharam acordo para não vender papéis

CYNTHIA DECLOEDT, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 02h03

Um grupo de sete grandes fundos, dois deles brasileiros, detentores de cerca de US$ 200 milhões dos US$ 500 milhões de bônus externos da companhia de construção naval OSX, fechou um acordo com outros investidores, que detêm mais US$ 100 milhões desses papéis, para preservar o valor dos bônus. O acordo estipula que nenhum deles venda suas posições, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

Os bônus da OSX têm se sustentado na casa dos 80% do valor de face, apesar das dificuldades financeiras de todo o grupo de Eike Batista, do qual a empresa faz parte, e num comportamento completamente oposto aos bônus da OGX, que já valem 18% do valor de face.

A explicação é de que os papéis não cediam porque têm como garantia o navio-plataforma OSX-3, que chegou ao Brasil no meio de julho. De acordo com a fonte, cada um dos sete fundos tem em média uma posição de US$ 30 milhões nos bônus da OSX e provavelmente estão se preparando para tentar vender o navio-plataforma caso a companhia dê calote.

O próximo cupom vence no dia 20 de setembro. "A estimativa do mercado é de que esses bônus deveriam estar cotados a 60% do valor de face. Mas esse grupo é forte e está tentando se proteger, porque acredita no valor do ativo", disse a fonte.

O escritório de advocacia Bingham McCutchen LLP está trabalhando com credores da OSX, de acordo com informações recentes da agência Dow Jones. O escritório não respondeu.

Existem algumas incertezas jurídicas quanto ao arresto do navio, construído para atender a produção do campo de Tubarão Martelo, da OGX, na Bacia de Campos. O campo é o único em fase de desenvolvimento que teve seu cronograma mantido.

De acordo com advogados consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, os credores da OSX têm realmente a garantia do bem, assegurada pela legislação brasileira. A questão é que o navio não está registrado no Tribunal Marítimo brasileiro.

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