Credores da Varig aprovam regras para aporte de recursos

A assembléia de credores da Varig aprovou, por unanimidade, as três premissas básicas para o aporte de recursos na companhia no curto prazo e para viabilizar a reestruturação da companhia.São elas: a criação de um Fundo de Investimento e Participações (FIP) e de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para viabilizar o aporte de dinheiro na Varig; a autorização para a criação de uma conta vinculada para usar os recursos para o pagamento de empresas de arrendamento de aviões; e a autorização para a venda das subsidiárias VarigLog e Varig Engenharia e Manutenção (VEM). Os credores ainda precisam aprovar a proposta para a reestruturação da companhia.Além da empresa aérea TAP e do fundo americano de investimentos Matlin Patterson, mais cinco investidores correm contra o tempo para participar da reestruturação da Varig. Além dos empresários Nelson Tanure e German Efromovich e da associação Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), pelos menos dois planos foram apresentados ontem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), autor do projeto de saneamento da empresa. Entre os novos interessados, a instituição só está levando em consideração o projeto de um grupo europeu, cujo nome não foi revelado.Hoje, durante a assembléia de credores da Varig, o TGV, formado por cinco associações de funcionários da Varig, pretende apresentar seu plano de investimento, adaptado de acordo com o projeto elaborado pelo BNDES. Segundo Márcio Marsillac, coordenador do TGV, a capitalização total pode chegar a US$ 700 milhões.Veja abaixo as propostas já apresentadas para a recuperação da Varig: OPERAÇÃO DE SALVAMENTOPropostas para recuperação da Varig já apresentadasTAPUS$ 500 milhões no médio prazo, por 20% do controle da empresa, sendo US$ 200 milhões da própria TAP e o restante de outros investidoresFundo Matlin PattersonUS$ 103 milhões pelo controle da VarigLog, braço de logística do grupo, sendo US$ 38 milhões no curto prazo e o restante por meio de antecipação de recebíveisBNDESUS$ 62 milhões para pagamento de dívidas com empresa de leasing de aviões. O banco entraria com dois terços dos recursos. Atrasos com leasing, porém, já passam de US$ 70 milhõesNelson Tanure (Docas)US$ 130 milhões, sendo US$ 40 milhões por meio de antecipação de recebíveis, e US$ 90 milhões, via subscrição de ações da DocasTGVUS$ 700 milhões via operação de recebíveis, poupança previdenciária dos aeronautas e aportes de recursos de credores e investidores

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