Credores suspendem assembléia e evitam falência da BRA

Definição de novo plano de negócios para a companhia aérea foi adiada para o próximo dia 28 de agosto

Alberto Komatsu, de O Estado de S. Paulo,

28 de julho de 2008 | 12h01

Os credores da BRA Linhas Aéreas suspenderam nesta segunda-feira, 28, por 30 dias a assembléia que votaria um novo plano de negócios para empresa e, assim, conseguiram evitar a falência da companhia. De acordo com o advogado da companhia, Joel Thomaz Bastos, vai ficar para o próximo dia 28 de agosto a definição de um novo projeto para salvar a empresa, que acumula dívida de R$ 250 milhões. A BRA esperava o aporte de um investidor, o que não aconteceu. Na semana passada, um dos maiores credores da companhia, a instituição financeira Union National, anunciou oficialmente sua desistência em investir na companhia. A estimativa era a de que a companhia precisasse de pelo menos R$ 30 milhões para voltar a operar. O novo plano que vai ser elaborado nos próximos 30 dias, segundo o advogado, pretende que a BRA volte a operar como uma empresa de vôos fretados. Esse tipo de operação deu origem à BRA. "Bastos diz que o investimento necessário é "bem inferior" aos R$ 30 milhões, mas não soube precisar quanto. A BRA é controlada pelos irmãos Folegatti (Walter e Humberto). Segundo Bastos, os dois, que têm em torno de 58% do capital, teriam interesse em investir no novo plano de negócios da empresa. O Brazil Air Partners, grupo de sete fundos de investimento, é o outro acionista da BRA, constituído pela Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

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