Cresce a procura por consórcio de imóveis

O sistema de consórcio de imóveis está em constante crescimento desde o ano passado. De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), entre em janeiro e julho de 2002 foram comercializadas 40,7 mil cotas, enquanto no mesmo período de 2001 foram vendidas 33 mil. As vendas de novas cotas apresentaram aumento de 23,3% no setor em 2002.Num comparativo entre os meses de julho deste ano e o do anterior, houve crescimento de 26% na soma de consorciados, segundo os dados da Abac. Havia 87,3 mil cotas no mesmo período de 2001 e, atualmente, existem 110 mil cotas. O vice presidente da Abac e o superintendente do Consórcio União, Rodolfo Montosa, avisa que a expectativa é que o mercado consiga manter o ritmo de crescimento até o final deste ano.A praticidade na hora da contratação, sem a necessidade da comprovação de renda, a ausência de taxas de juros nas parcelas mensais e a possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). "A possibilidade de utilizar a renda do FGTS no consórcio de imóveis serviu para alavancar a venda de novas cotas e formação de novos grupos", explicou Rodolfo Montosa.Os consórcios de imóveis chegam a 180 meses. Mas, o vice presidente da Abac destaca que os prazos mais procurados pelos participantes variam entre 100 e 120 meses. O consorciado paga parcelas mensais sem juros. Nas parcelas mensais o valor da taxa de administração é diluído ao longo do valor total do consórcio. De acordo com Rodolfo Montosa, a taxa de administração é de, em média, 20% sobre o valor total. O consumidor também deve estar atento ao encargo da taxa de reserva, que varia entre 2% a 3%, dependendo do plano escolhido. "A faixa média de valor de imóvel procurado pelos participantes de consórcio é de R$ 60 mil", ressalta o vice presidente da Abac.Consórcio nem sempre vale a penaAo comprar um imóvel sem ter recursos para pagar à vista, o consumidor deve considerar três possibilidades: financiamento, consórcio e poupança. Quem pode esperar deve poupar os recursos, aplicando-os no mercado financeiro. Assim, ganha-se duas vezes, com os altos retornos do mercado brasileiro, e, pagando à vista, pode-se conseguir um desconto.As taxas de administração dos consórcios normalmente acabam sendo mais baratas do que os juros do financiamento (juros compostos), mas no financiamento o imóvel está disponível imediatamente. No consórcio, para quem é contemplado no final do plano, o negócio não vale a pena, pois ao invés de pagar taxas, o consumidor poderia estar poupando e vendo o dinheiro multiplicar-se, já que o bem não está disponível. Regra geral, o consórcio só compensa para os primeiros contemplados.Cuidados na contrataçãoNo ano passado, a Fundação Procon-SP (órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual) atendeu 292 consultas e reclamações relacionadas a consórcio imobiliário, a maioria delas (135) sobre questões contratuais. O Procon-SP recomenda algumas precauções antes de se investir em consórcios: entrar em contato com o BC para verificar se a administradora é registrada; ler atentamente o contrato; verificar a solidez financeira da empresa e conferir o número de reclamações referentes a ela no Procon. Confira no link abaixo a lista das administradoras de consórcio imobiliário registradas no Banco Central e as taxas de administração cobradas por cada uma delas. E veja também a Cartilha de Consórcio, que explica quando este produto é vantajoso em relação às operações de crédito.

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