Cresce a procura por cursos

De olho nas oportunidades de trabalho com o crescimento da indústria naval, Maria Aparecida Silva Santos se matriculou no curso técnico de construção naval. Ao conhecer um pouco mais sobre o mercado, matriculou-se em mais dois cursos para se especializar em soldagem de tubulações navais e inspeção de soldas - ela estudou em Itajaí (SC). Agora, busca oportunidades nos estaleiros da região sul.

O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2012 | 02h10

Sobre ter escolhido seguir carreira em um setor amplamente dominado por homens, ela diz que se guia pela satisfação profissional e que vê o mercado menos resistente ao ingressos de mulheres. "Os estaleiros já estão mudando de postura, alguns até já me procuraram",diz.

Assim como Maria, muitas trabalhadoras têm procurado cursos oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e que, até pouco tempo, eram frequentados só por homens. "A noção de que o mercado está mais aberto a elas faz com que as mulheres se sintam motivadas a buscar essas formações", diz o diretor de operações da entidade, Gustavo Leal.

De acordo com ele, entre 2009 e 2011 o número de mulheres matriculadas cresceu em diversos cursos, como o de mineração, onde o porcentual feminino já chega a 27%. Nos cursos ligados à construção, 18% do total de alunos são mulheres. Nesse sentido, segundo Leal, destacam-se também os setores de petróleo e gás (13%) e eletroeletrônica (11%), em que a presença feminina nas salas de aula era praticamente inexistente. \L.C.

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