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Cresce a renegociação de dívidas imobiliárias

Quando obrigadas a cortar despesas, só em último caso as famílias deixam de pagar as prestações da casa própria

O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2016 | 03h13

Embora modesto, o aumento da parcela do crédito imobiliário renegociada pelos bancos mostra o agravamento das dificuldades financeiras das famílias. O mais recente relatório do Banco Central sobre as renegociações desses créditos mostra que elas praticamente dobraram entre dezembro de 2013, quando representavam 0,20% da carteira de crédito, e o fim do primeiro semestre, quando atingiram 0,39%.

Quando obrigadas a cortar despesas, só em último caso as famílias deixam de pagar as prestações da casa própria. Por avaliar que muitas famílias enfrentam essa situação, os bancos intensificaram a renegociação de dívidas nos financiamentos habitacionais. A taxa de reestruturação desses empréstimos parece pequena, mas a importância dessas operações está no fato de que elas têm contribuído para manter baixa a inadimplência nessa modalidade de crédito. Na Caixa Econômica Federal, responsável por 70% dos financiamentos imobiliários, a taxa de inadimplência nessa área é de 1,84% nos últimos 12 meses.

A Caixa, como outros bancos, renegocia financiamentos imobiliários “para evitar que os clientes cheguem à UTI”, como diz Rodrigo Monteiro de Barros, do Santander Brasil. Contudo, como adverte Tathiana Cromwell, diretora da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, “os bancos costumam negociar só com aqueles que têm apenas poucas parcelas em atraso”. As negociações variam de banco para banco e dependem das condições específicas dos empréstimos feitos a cada mutuário.

Para quem está iniciando o pagamento de um financiamento de 30 ou 35 anos, o alongamento do prazo não é alternativa. A situação é diferente para os mutuários que pagaram seus débitos por 10, 15 anos ou mais tempo e poderiam pleitear que as prestações vencidas sejam transferidas para depois do prazo original dos contratos. Outras soluções podem ser buscadas, como a incorporação de débitos vencidos àqueles a vencer, aumentando seu valor mensal. Saldos de depósitos no FGTS poderiam também ser utilizados para abater dívida.

É evidente que tentativas de reestruturação de dívidas imobiliárias podem não dar certo. A renegociação, porém, pode ser vantajosa para ambas as partes, aliviando o consumidor em um período particularmente difícil e contribuindo para que os bancos contenham a inadimplência, hoje uma de suas principais preocupações.

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