Cresce clima de insatisfação entre líderes empresariais

O clima de insatisfação com o governo e com a economia cresceu entre os dirigentes das grandes empresas nacionais e estrangeiras que atuam no País, de acordo com uma pesquisa divulgada hoje pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento foi realizado junto aos 266 empresários que participaram hoje de uma palestra do presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz. A pesquisa, que contou com 220 votos válidos, mostrou que os empresários caracterizam como ruim a eficiência do governo, atribuindo à administração federal nota 2,8 em uma escala de 0 a 10. Em abril do ano passado, a avaliação resultou em uma nota de 3,5. "Esta é a menor nota que demos nos últimos dois anos", afirmou o diretor geral da FGV, Fernando Meirelles, lembrando que a melhor avaliação de período foi feita em setembro do ano passado, quando os empresários deram nota 4,8 ao governo federal. Ainda segundo a pesquisa, 54% dos empresários que participaram do evento acreditam que a situação de sua empresa está melhor em relação ao ano passado. Além disso, 35% apontaram desempenho igual ao de 2004 e 11% disseram ter registrado uma piora na performance dos negócios. Quanto às expectativas para empregos diretos e indiretos, 34% dos entrevistados disseram que pretendem empregar novos funcionários, 59% manterão o atual quadro e 7% planejam demissões. Questionados sobre o fator que impede o crescimento de seus negócios, 60% dos entrevistados apontaram a carga tributária. Nível de procura foi citado por 15% dos empresários, 14% apontaram a taxa de juros e 11% responderam cenário político. Índice de Clima Empresarial O levantamento realizado hoje serve como base para a geração do Índice de Clima Empresarial, coletado periodicamente pelo Lide e pela FGV. Na avaliação de hoje, os empresários deram nota 5,4, abaixo dos 5,8 coletados em abril passado. O pico do índice foi registrado em setembro de 2004, quando a avaliação dos entrevistados resultou em uma nota de 7,1.

Agencia Estado,

30 Maio 2005 | 17h10

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