Cresce confiança de empresários do setor de serviços

Após 5 quedas seguidas, o Índice de Confiança de Serviços (ICS), da FGV, avançou 2,9% de agosto para setembro

FERNANDA NUNES / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h07

Os empresários do setor de serviços estão mais otimistas com o desempenho da economia. O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avançou 2,9% na passagem de agosto para setembro, na série com ajuste sazonal. "Após cinco quedas consecutivas, o índice mantém-se em patamar inferior ao da média histórica, sinalizando um ritmo ainda moderado de atividade do setor. Mas a melhora significativa das expectativas aponta para a aceleração do setor no fim do ano", informou a FGV.

O avanço do otimismo foi determinado pela melhora das projeções para os próximos meses. A percepção do setor sobre o momento atual manteve-se praticamente estável, enquanto o Índice de Expectativa (IE) subiu 5,1%, para 137,9 pontos, o maior nível desde maio. Já o Índice da Situação Atual (ISA-S) avançou 0,2% de agosto para setembro, interrompendo cinco meses consecutivos de queda. Juntos, os índices de expectativa e de situação atual compõem o ICS.

Projeções. A opinião do economista da FGV responsável pela pesquisa, Silvio Sales, é de que o mercado e o Banco Central estão alinhados em suas projeções para o andamento da economia no fim deste ano e 2013.

Embora o BC tenha reduzido a projeção de crescimento para o setor de serviços em 2012, de 2,8% para 2,2%, segundo o relatório da inflação divulgado quinta-feira, Sales avalia que o banco trabalhava com projeções excessivamente otimistas anteriormente.

"O Banco Central aceitou uma percepção que já era do mercado. À medida que o ano está chegando ao fim, reduziu a previsão de crescimento do setor de serviços. Não há muita coisa nova. Apenas o reconhecimento de que a estimativa estava muito acima do que esperava o mercado. O primeiro e o segundo trimestres (em 2013) mostrarão, de fato, a virada da economia", comentou Sales.

Em setembro, a sondagem da FGV revelou um otimismo dos empresários com as demandas previstas. A expectativa para este item avançou 5,6%. A melhora da confiança em setembro foi generalizada e atingiu seis dos sete segmentos pesquisados.

O único a apresentar queda foi o de serviços prestados às empresas. Ainda assim, houve aceleração, de -2,8% em agosto para -0,2% em setembro. A maior alta foi registrada nos serviços de informação, que passou de -3,7% para 4,4%.

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