Cresce déficit do Brasil com exterior no mercado de petróleo

Cresce o déficit nos negócios de compra e venda de petróleo e derivados no mercado internacional. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o déficit do setor atingiu US$ 4,256 bilhões nos doze meses encerrados em setembro. Esse volume corresponde a um aumento de 38,55% em relação a igual período do ano anterior e resulta tanto do aumento do preço médio de importação quanto de maior volume importado de óleo bruto, com a redução da produção interna.As importações de petróleo e derivados somaram US$ 8,681 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro e as exportações totalizaram US$ 4,414 bilhões. A redução nas importações de derivados, observada desde o início do ano, não compensou o maior volume de compra de óleo cru no mercado internacional, num momento de elevação das cotações da matéria-prima. Apesar da elevação, o patamar atual é inferior ao registrado até há poucos anos. Em meados de 2002, por exemplo, o déficit estava acima de US$ 4 bilhões no intervalo de 12 meses. Desde então, com o rápido aumento da produção interna, o peso da compra de petróleo e derivados vinha declinando, trazendo alívio para a balança comercial. MotivosO aumento do peso das importações do petróleo vem se acentuado desde o início do ano. Nos doze meses de 2003, por exemplo, o saldo comercial do petróleo (envolvendo óleo bruto e derivados) havia caído para um déficit de US$ 2,711 bilhões, com importações de US$ 6,929 bilhões e exportações de US$ 3,917 bilhões. Desde então, porém, o saldo negativo é crescente, tendo subido para US$ 3,,031 bilhões em março (no período de 12 meses), US$ 3,543 bilhões em junho, e US$ 4,256 bilhões em setembro.A piora nas contas reflete o forte aumento nos preços do óleo na área internacional. Pelos dados da ANP, o preço médio do petróleo em setembro atingiu US$ 43,97 por barril, bem superior aos US$ 30,29 por barril pagos em setembro de 2003, o que significa aumento de 45,13% no período de 12 meses. O preço do petróleo exportado pelo Brasil também subiu no período, com alta de 46,88% em setembro, em relação a setembro de 2003, mas o movimento é francamente desfavorável ao Brasil, que produz óleo de pior qualidade (mais pesado).

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