Cresce demanda por operador de máquina agrícola

Falta gente para operar sofisticados tratores e colhedoras, cujas vendas foram recorde em 2010 e continuam aquecidas

Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2011 | 00h00

As vendas de máquinas agrícolas e tratores seguem aquecidas e, na medida em que cresce a frota, aumenta a demanda por operadores especializados. Em Mato Grosso do Sul, serão necessários de 4 mil a 5 mil profissionais nos próximos anos, conforme o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/MS). Em Mato Grosso, o governo oferece 1.200 vagas para operadores por ano, mas a demanda é para cerca de 6 mil.

Em 2010, os produtores compraram o recorde de 68.500 unidades, entre máquinas e tratores, 24% mais que em 2009. Neste ano até maio, mais 26.952 foram adquiridas, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em Mato Grosso do Sul, novos investimentos na área agroindustrial aumentaram a necessidade de profissionais. Por isso, o Senai/MS fechou este mês parceria com a fabricante AGCO para oferecer cursos de iniciação e qualificação para operadores de máquinas agrícolas e mecânicos.

"Não temos tido mão de obra qualificada", diz o gerente do Senai de Dourados, Gilberto Schaedler. Uma pesquisa realizada pelo Senai/MS no fim de 2010 mostrou que o Estado precisará de 4 mil a 5 mil técnicos nos próximos anos, só no setor agrícola. O gerente da AGCO Academy, Alexandre Landgraf, explica que a ideia é expandir a parceria para outros Estados. Até o momento, a empresa investiu R$ 1,5 milhão no projeto. "Precisamos de gente no pós-venda e nas fazendas que conheçam as máquinas e as tecnologias de ponta empregadas."

Em Mato Grosso, o programa de qualificação tocado pela Secretaria de Estado do Trabalho (Setecs) formou mais de 8 mil pessoas em 8 anos, de acordo com a superintendente de qualificação profissional, Rosamaria Carvalho. São dez cursos gratuitos por ano, com 120 alunos por turma. Mas há demanda para até 50 cursos. O programa tem parceria com John Deere, CNH, Basf e Empaer.

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