Cresce distância entre poder de compra e preço

Valorização dos imóveis ganha longe do aumento da renda

Heraldo Vaz, ESPECIAL PARA O ESTADO ,

29 de maio de 2014 | 11h46

SÃO PAULO - A valorização dos imóveis ganha longe do aumento da renda. O professor João da Rocha Lima Jr., do Núcleo de Real Estate (NRE), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, aponta uma "contínua perda de poder de compra" em relação ao preço dos apartamentos novos.

O estudo, publicado no site do NRE, toma como base o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados, criado pelo Banco Central. "O índice 100 em janeiro de 2005 migrou para 174 em dezembro de 2013", diz em seu estudo. Isso, segundo ele, significa que o mesmo imóvel fica até 74% mais caro para o mesmo extrato de renda, na média nacional.

No site, uma planilha mostra a perda do poder de compra. Como exemplo, ele cita um apartamento de R$ 200 mil em 2006, numa região de classe média da capital, com 82m²."Em números redondos, era preciso ter renda de 7.800 reais. Agora a mesma família só compra 64,6m²", diz. "Perdeu 21% do poder de compra no período."

Com um agravante, além da queda no tamanho do imóvel. "A poupança exigida dessa família, em 2006, equivalia a sete vezes o salário mensal, enquanto em 2013 seria de 12 vezes", afirma o professor. Assim, vai demorar mais tempo até poder comprar o imóvel. "Fica tudo mais difícil."

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