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Cresce importância das motos na mobilidade durante a pandemia
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Cresce importância das motos na mobilidade durante a pandemia

Frota de motocicletas cresceu 92% entre 2011 e 2019; além de meio de transporte, veículo é fonte de renda, analisou gerente-geral de Vendas da Honda durante painel do Summit Mobilidade Urbana 2021

Honda Motos, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

28 de maio de 2021 | 08h30

Impulsionadas pela pandemia, as motos desempenharam um importante papel para manter muitos negócios funcionando por meio do delivery, mas também surgiram como opção para evitar as aglomerações no transporte público. O assunto foi tema do painel complementar “A motocicleta como opção de mobilidade durante a pandemia” no Summit Mobilidade Urbana 2021, promovido pelo Estadão, na terça-feira, 18 de maio. Com mediação do jornalista Arthur Caldeira, editor do Canal Motomotor, no portal Mobilidade, o painel teve a participação do gerente-geral de Vendas da Honda Motos no Brasil, Marcos Paulo Monteiro, e do jornalista Cicero Lima, que edita a Revista Moto Escola e também o canal Trajetos e Destinos.

A discussão girou em torno do papel das motos como mobilidade, em seus diversos usos, como locomoção, geração de renda e até como hobby, para viagens em tempos de isolamento social e fronteiras fechadas – fatores que geraram um aumento exagerado da demanda por motocicletas que surpreendeu, até mesmo, a Honda Motos, segundo o gerente-geral de Vendas da fabricante. A indústria de duas rodas, praticamente toda instalada no Polo Industrial de Manaus (AM), foi impactada pela pandemia de covid-19, que atingiu fortemente a capital amazonense. A Honda teve de fechar sua fábrica entre abril e maio do ano passado. A paralisação impactou diretamente nas vendas. As vendas de motocicletas fecharam o ano de 2020 com retração de 15,04%, totalizando 915.502 motocicletas emplacadas, contra as 1.077.537 unidades vendidas no mesmo período de 2019. Apesar do resultado negativo, a queda foi menor do que o esperado pela indústria. “O mercado vinha de dois anos seguidos – 2018 e 2019 – de crescimento, e os estoques já estavam baixos. As vendas diminuíram por causa da falta de produtos, e não por falta de demanda”, analisou Monteiro. O principal produto da montadora, a CG 160, moto mais vendida do País, chegou a faltar até mesmo nos showrooms das concessionárias, disse o executivo.

Além do delivery

Ao analisar a motocicleta como ferramenta de trabalho, os debatedores citaram outros usos das motos, além do delivery de comida. Entregas de última milha do comércio online, que também cresceu com a pandemia, também foram citadas como exemplos. O jornalista Cicero Lima, porém, observou que o crescimento do número de motos já vinha acontecendo desde antes da chegada do novo coronavírus. Como exemplo, citou a frota paulista de motos. “Em 2011, havia cerca de 3,8 milhões de motocicletas registradas no Estado; atualmente, são mais de 6 milhões”, revelou o jornalista.

A frota nacional também acompanhou esse crescimento na frota de motos. Em dez anos, o número de motocicletas registradas no País cresceu 91,8%, passando de cerca de 15 milhões em 2009 para 28 milhões em 2019. “A moto vai além do transporte. Em muitos casos, é um agente de transformação social, no sentido de gerar empregos e buscar fontes alternativas de renda”, completou Marcos Monteiro.

Fora dos grandes centros, a moto já faz parte da cultura de pequenas cidades, onde o transporte público é escasso, afirmou Cicero Lima. Morador de Atibaia, o jornalista contou que o uso da motocicleta é bastante difundido na cidade de 150 mil habitantes no interior de São Paulo. “O ônibus passa três, quatro vezes ao dia, e a moto passa a ser a única opção de mobilidade”, conta ele. Em 2016, Lima viajou o Brasil de Belém (PA) a São Paulo (SP), para produzir um documentário que mostrava como a motocicleta impactava a vida das pessoas. “Em Sobral (CE), conheci uma mototaxista que construiu sua casa, comprou um carro e pagava o seguro-saúde da sua mãe com a moto”, relembra.

Mulheres ao guidão

O número de pessoas habilitadas na categoria A, para pilotar motos e scooters, cresceu 53,4% entre 2011 e 2019, chegando a mais de 33 milhões de motociclistas. Amaioria, 77%, ainda é do sexo masculino, mas o número de mulheres ao guidão tem aumentado. De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até novembro do ano passado havia 7.833.121 mulheres habilitadas a pilotar motos no País. Esse volume representa um salto de 95,7% na comparação com 2011, quando elas somavam 4.002.094 carteiras de habilitação na categoria A. Marcos Paulo Monteiro afirma que, atualmente, um terço dos consumidores das motos Honda são mulheres. “Do ponto de vista da mobilidade, melhora a qualidade de vida da mulher, permite a ela cumprir sua agenda. E institucionalmente é bom, porque as mulheres são mais cautelosas e sofrem menos acidentes”, comemora.

Por fim, o gerente-geral de Vendas da Honda Motos comentou também sobre o crescimento do uso da motocicleta para o lazer. A pandemia teve um efeito econômico e psicológico. Pessoas com mais recursos que não fizeram uma viagem ao exterior e com dinheiro investido, que já não rende a mesma coisa por conta dos juros baixos, então tiveram mais liquidez para a compra de um presente, para satisfação social”, analisou ele sobre o aumento da venda também de motos de alta cilindrada. “Após mais de um ano de pandemia e muitas pessoas de home office, a moto vira uma válvula de escape. Um momento de lazer, para praticar o que chamamos de ‘mototerapia’”, finalizou o executivo, que também é motociclista.

Diretor da Honda participa de painel sobre segurança


O Estadão Summit Mobilidade 2021 também debateu em 20 de maio como o planejamento urbano afeta a segurança viária no Brasil. O painel contou com a participação de Levi dos Santos Oliveira, secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo; Davi Duarte Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito (IST); e o diretor comercial da Honda Motos, Alexandre Cury, entre outros. Em sua fala, o presidente do IST destacou a preocupação com a segurança dos motociclistas, as maiores vítimas do trânsito brasileiro. Alexandre Cury, da Honda Motos, destacou o avanço nas normas construtivas das motocicletas e o investimento em tecnologia, como na iluminação e nos freios, nas últimas décadas. “O Brasil segue as melhores práticas em termos de normas construtivas, alinhado com as europeias”, explicou Cury, citando os sistemas de freios combinados, nos modelos de entrada, e os freios ABS.

O diretor da Honda ressaltou as iniciativas da empresa para disseminar o bom comportamento no trânsito e, principalmente, as técnicas de pilotagem segura de motocicletas desde que se instalou no País, há 50 anos. “Atualmente, temos três centros educacionais de trânsito – em Indaiatuba (SP), em Recife (PE) e em Manaus (AM) –, além de parceria com a rede de concessionárias, com mais de mil pontos no Brasil, levando esses ensinamentos”, disse Alexandre Cury, referindo-se aos Centros Educacionais de Trânsito Honda (CETHs).

Cury também destacou a necessidade de fornecer aos alunos de autoescolas, e futuros motociclistas, um treinamento mais próximo à realidade das ruas. Para o diretor da Honda, o bom comportamento e o respeito ao próximo no trânsito têm que começar desde a infância. “Também temos parcerias com várias escolas, nas regiões desses centros, e com os Detrans de alguns estados, para levar esse conhecimento”, finalizou.

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