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Cresce investimento estrangeiro de pequeno porte

Os investimentos estrangeiros diretos (IEDs) de pequeno porte estão crescendo mais este ano enquanto a expansão dos empreendimentos de grande porte perde velocidade. A conclusão é de um levantamento recém-concluído pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet). Com isso, o ingresso dos IEDs este ano crescerá menos do que o ano passado."Para 2006, a tendência é de queda no crescimento do ingresso dos investimentos diretos estrangeiros. Crescerá, mas a uma taxa menor", diz o economista-chefe da Sobeet, Alexander Xavier. No ano passado, o ingresso de investimento externo foi de US$ 22 bilhões, 68% acima do ano anterior. Para este ano, a sociedade projeta um ingresso ao redor de US$ 28 bilhões, 27% acima de 2005.Parte disso se deve ao aumento da entrada de investimentos de menor porte. No primeiro trimestre desse ano, o volume de investimentos abaixo de US$ 10 milhões cresceu 22,8%, mais do que o dobro do mesmo período no ano anterior. Já o ingresso dos investimentos acima dos US$ 100 milhões encolheu de 82,6% no primeiro semestre do ano passado para 39,9% nos primeiros seis meses deste ano - metade da taxa do primeiro semestre de 2005.De forma geral, ele explica que o crescimento perde velocidade. "Tinha um crescimento substancial em 2005 e uma clara tendência de crescimento. Mas já no primeiro semestre a gente percebeu que ela caiu razoavelmente", explica Pereira. O economista explica que o avanço dos investimentos de menor porte estão ligados, basicamente, à "permanência das empresas no mercado e à necessidade de manutenção dos negócios".Competição globalHá outros motivos, ainda, para o menor crescimento dos IEDs totais para o Brasil. Pereira explica que o Brasil tem novos competidores que vêm atraindo fortemente investimentos estrangeiros, como os países do Leste Europeu e da Ásia, principalmente a China. Além da maior concorrência externa, questões internas como a carga tributária elevada, segundo o economista, juros altos e ligadas à infra-estrutura atrapalham nessa atração."O Brasil é um dos países que mais atrai investimentos. Historicamente, tem estado entre os 15 maiores neste quesito. Acho que ainda continua este ano neste grupo, mas alguns problemas internos acabam por dificultar a intensificação desse processo, sem falar que países de outros países de regiões como o Leste Europeu e Ásia adotam medidas de políticas de incentivo à instalação de multinacionais", diz o economista-chefe da Sobeet.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2006 | 18h49

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