Cresce número de internautas que compra pela rede

Passados quatro anos do surgimento do varejo online no Brasil, as empresas deste segmento começam a registrar bons resultados. Este cenário reflete o crescimento do número de internautas que fazem compras pela Internet. Dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) apontam que, atualmente, 10% do total de internautas já participam do comércio pela rede. Há um ano, em outubro de 2002, este porcentual era de 6,5%. Em números absolutos, passou de 1,5 milhão para 2,4 milhões no mesmo período de comparação. O total de internautas, no entanto, ficou praticamente estável ? 23,5 milhões no final de 2002 e 24 milhões em outubro deste ano.A consolidação deste meio está em grande parte ancorada no atrativo do preço mais baixo que o varejo tradicional. As sucessivas promoções oferecem condições quase nunca cobertas pelas lojas físicas. A possibilidade de oferecer as melhores condições reside principalmente no menor custo de operação. Sem as despesas de um ponto comercial, como luvas, condomínio, aluguel, luz, água, funcionários, os preços finais sofrem menos majorações. A contrapartida são os altos investimentos em logística, tecnologia, segurança da transação.Porém, mesmo estes custos mais elevados não impediram o bom desempenho do varejo online. "A balança pende favoravelmente para a Internet", afirma o presidente da Camara-e.net, Gastão Mattos. No caso da tecnologia, que consome muitos recursos no início, há a compensação de ser replicada facilmente. Já o gasto com logística, que é o coração das lojas virtuais, não dilui as vantagens competitivas do canal, até porque as redes tradicionais também são obrigadas a investir muito nesta área e embutem no preço. Preço é arma de concorrênciaRomero Rodrigues, CEO do Buscapé, portal de pesquisa de preços de lojas virtuais, argumenta que a possibilidade de se comparar valores entre os vários sites com alguns poucos cliques no mouse torna o ambiente online extremamente competitivo. Isso não ocorre com lojas físicas dentro de um shopping, por exemplo, onde a concorrência se dá entre alguns pontos de venda apenas. O preço, portanto, é o mais eficiente diferencial, daí a batalha de promoções travada entre eles, cujas diferenças em certos momentos podem superar 50%.

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