Cresce número de lojas vagas nos shoppings

O índice de áreas vazias em shoppings registrou crescimento de dois pontos porcentuais na primeira metade deste ano. Em 2002, a taxa média foi de 3,8% da área bruta locável (ABL), termo que designa a área dos shoppings destinada às lojas. Até julho deste ano, estava em 5,8%. O índice até é baixo, se comparado ao pico registrado em abril, quando 7,2% da ABL total dos shoppings pesquisados pela ACNielsen estava vaga. Mas, na comparação com 2002, que também não foi um ano excepcional, a variação é expressiva.De acordo com Luiz Fernando Pinto Veiga, diretor-executivo da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que reúne indicadores do setor, nos momentos de crise as lojas que estavam se preparando para sair dos shoppings acabam saindo mesmo e as que iam entrar retardam um pouco seus planos, para esperar a estabilização do cenário desfavorável ao consumo.Os números, segundo ele, começaram a melhorar a partir de abril e tendem a cair ainda mais neste final de ano, pois os investimentos que estavam represados devem começar a escoar. Ele prevê uma queda substancial desta taxa no médio prazo, com a retomada da economia.Condições regionaisO cenário atual nas grandes cidades, porém, apresenta situações opostas. Há shoppings que têm até fila de espera de lojistas e outros que apresentam taxas de vacância crônicas. Basta visitar uma boa amostra deles para se comprovar isto. O sucesso ou insucesso nesta área não tem uma única causa. A situação econômica é apenas uma das variáveis. Mas há ainda a questão da localização, da administração, da composição do mix e principalmente da concorrência.O consultor e professor do Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA) da FEA-USP, Eduardo Terra, adverte que o aumento das taxas de vacância está relacionado à forte expansão deste setor. Nos últimos cinco anos quase todos os shoppings fizeram algum tipo de ampliação e diversos outros surgiram, gerando portanto uma superoferta, pois a área total locável cresceu mais que o número de lojas interessadas em entrar nos empreendimentos.

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