Cresce o mercado de ações via Internet

O volume de compras e vendas de ações via Internet vem crescendo e deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, afirma o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Alfredo Rizkallah. A participação do chamado home broker no volume total da bolsa, apesar de pequeno, dobrou em um ano, passando de 2,5% do total em setembro de 1999 para 5% em agosto deste ano.O número de corretoras que oferecem o acesso à Internet também deve crescer nos próximos meses. Hoje são cerca de 20 empresas cadastradas, mas até o final do ano esse número deve chegar a 50. Somente o portal Multibroker, que deve entrar em operação este ano, agregará 22 corretoras médias e pequenas ao sistema. O número de clientes cadastrados no home broker da Bovespa também cresce expressivamente, a uma média de 1,2 mil registros por mês, dos quais 500 costumam negociar ativamente.Para as corretoras, trata-se de um investimento de longo prazo, que deverá ampliar o volume de negócios a um custo muito mais baixo, afirma Renata Rizkallah, diretora da Corretora Novação. "Hoje temos 2 mil clientes, 300 dos quais mais ativos, que representam 5 a 10% do total de negócios, mas só 1% a 2% do volume financeiro", afirma Renata. Não há valor mínimo para as operações e o cliente paga uma taxa de corretagem de acordo com o valor do negócio, a partir de um custo mínimo de R$ 2,00.Mas já há sinais de que a aposta na Internet está trazendo resultados. Na Corretora Socopa, com cerca de 1,3 mil clientes ativos e 400 operações por dia, a negociação eletrônica já representa 30% das receitas. "Hoje a Internet já é uma fatia importante no resultado da empresa", afirma Paulo Prado, gerente de Internet da Socopa.Corretoras internacionais estão desembarcando no BrasilO mercado brasileiro deve também ganhar maior concorrência, com o desembarque de grandes corretoras especializadas em Internet, como a americana Charles Schwab, que inaugurou recentemente seu escritório em São Paulo. Para Alfredo Rizkallah, a entrada dessas grandes empresas, no lugar de preocupar as corretoras locais, poderá até a ajudar a desenvolver o mercado. Mas Rizkallah aposta que as corretoras locais terão a vantagem de contar com uma maior confiança do investidor.

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