Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Cresce o número de mulheres chefes de família no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 4, um estudo da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) sobre o Trabalho da Mulher Principal Responsável no Domicílio. Segundo o estudo, em agosto deste ano 2,7 milhões de mulheres trabalhadoras eram as principais responsáveis pelos seus domicílios, totalizando 29,6% do total das mulheres ocupadas nas seis regiões pesquisadas. O porcentual foi maior do que o apurado em agosto de 2002 (28,7%).Os resultados mostraram ainda que estas trabalhadoras tinham entre 40 anos ou mais de idade (62,9% do total), apresentando idade média (43,5 anos) superior a das trabalhadoras em outras condições no domicílio (34,6 anos). Eram, também, menos escolarizadas que a média da população feminina ocupada. Metade delas não tinham cônjuge e moravam com seus filhos.A pesquisa aponta que a inserção desse grupo de mulheres responsáveis pelo domicílio no mercado de trabalho se dá por meio de postos de trabalho informais (sem carteira de trabalho assinada e por conta própria), sendo que 29,8% do total estão neste grupo de informais. A pesquisa destaca, ainda, que 21,9% dessas mulheres eram trabalhadoras domésticas.Em termos regionais, o maior percentual de trabalhadoras responsáveis pelo domicílio no total de mulheres ocupadas foi registrado em Salvador (35,7%), seguida de Porto Alegre (35,3%). Em São Paulo, o percentual foi de 28,1%.JornadaA pesquisa mostrou que as mulheres tinham rendimentos maiores, ainda que com jornadas semanais mais longas que as demais ocupadas. Segundo a pesquisa, 12,7% destas trabalhadoras tinham rendimentos iguais ou superiores a cinco salários mínimos, percentual que foi superior ao estimado para a média da população feminina ocupada na mesma faixa de rendimentos (10,4%).A jornada das responsáveis pelos seus domicílios era de 39,2 horas semanais em agosto, ante 38,7 horas das demais mulheres ocupadas. Os rendimentos, ainda que maiores que os da média da população feminina ocupada, "ainda eram precários", segundo comentam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa. Das mulheres nessas condições, 78,6% recebiam menos de três salários mínimos.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2006 | 10h12

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.