Cresce o número de redes que atravessam a fronteira

As franquias brasileiras vêm ampliando sua participação no mercado externo. De 2010 até 2014, o número de redes cresceu de 65 para 106, segundo dados da Associação Brasileira de Franquias (ABF).

Ian Chicharo Gastim, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2015 | 02h07

Até o fim de 2016, a entidade espera um crescimento de 69,8% no número de marcas locais para além dos domínios nacionais, chegando a 180.

A aposta é baseada na soma de dois fatores: a desaceleração do mercado interno e a valorização do dólar, explica o diretor internacional da ABF, André Friedheim. "Muitas empresas planejam abrir franquias fora do País para exportar produtos, que estão mais competitivos em função do câmbio", afirma.

CEO da consultoria America Expert, que auxilia brasileiros a abrirem negócios nos EUA, Simone Oliveira também observa crescimento na busca de franquias pela internacionalização.

Segundo ela, a procura pelos serviços da consultoria cresceu cerca de 40% desde o ano passado, com o agravamento da crise no País. "A impressão que dá é que as empresas querem sair do Brasil a qualquer custo", diz.

Segundo ela, marcas nacionais de moda fitness e cosméticos têm grande apelo nos EUA, o que tem facilitado a entrada de empresas desse segmento. "O Brasil é uma referência quando se fala de beleza."

A especialista alerta, no entanto, para a necessidade de se ter uma estratégia clara para os negócios fora do País. "Só planejando bem e adaptando o produto que é possível ter sucesso".

'Incubadora'. Para facilitar a entrada nos EUA, que segundo a ABF é o maior mercado brasileiro no exterior, com 31 franqueadoras, André Friedheim, da ABF, aposta na parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que está montando uma "incubadora" no país. A ABF está selecionando 10 marcas nacionais para montarem um escritório conjunto nos EUA, na sede da Apex em Miami, para "ratear custos" das empresas enquanto buscam espaço no mercado americano.

"Estamos no processo de seleção e em março de 2016 devemos inaugurar a sala em Miami", explica Friedheim. I.G.

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