Cresce otimismo por acordo fiscal; Obama e Boehner se reúnem

O presidente norte-americano, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, se reuniram nesta segunda-feira na Casa Branca, enquanto aumenta a expectativa de que o governo conseguirá impedir aumentos de impostos e cortes de gastos que podem levar a economia do país à recessão no próximo ano.

JEFF MASON E MATT S, Reuters

17 de dezembro de 2012 | 20h05

Assessores de ambos os lados disseram estar otimistas de que um acordo possa ser atingido nos próximos dias para evitar o abismo fiscal, com parlamentares preparando o terreno para agir antes do prazo final, na virada do ano.

"Tem havido muito progresso nesse ponto e ninguém quer seguir rumo ao abismo", afirmou um assessor republicano sênior.

Embora ambos os lados ainda tenham grandes diferenças, investidores ficaram animados pelos sinais de avanço nas negociações. O índice Standard & Poor's 500, por exemplo, encerrou em alta de 1,19 por cento nesta segunda-feira, em seu melhor dia desde 23 de novembro.

"Acho que há muita expectativa de que um acordo de qualquer tipo sobre o abismo fiscal será feito", avaliou o diretor de operações da Rosenblatt Securities, Joseph Benanti, em Nova York.

O líder democrata do Senado, Harry Reid, afirmou que a Casa vai retomar os trabalhos sobre o assunto logo após o Natal.

"Parece que estaremos de volta no dia seguinte ao Natal para concluir os trabalhos sobre o abismo fiscal", disse ele nesta segunda-feira.

O republicano Boehner, presidente de uma Câmara controlada por sua bancada, se aproximou mais da exigência de Obama de aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos.

Em contrapartida, Obama estaria considerando uma medida que desaceleraria a taxa de reajuste de benefícios de seguridade social ao alterar a forma como elas são medidas ante a inflação, de acordo com um assessor democrata do Senado.

PERTO DE ACORDO EM IMPOSTOS

Em um passo rumo a um acordo, Boehner concordou em aumentar impostos sobre aqueles com renda anual superior a 1 milhão de dólares, enquanto Obama quer que o patamar seja definido em 250 mil dólares. Os republicanos provavelmente tolerariam um aumento de impostos sobre rendas superiores a 500 mil dólares, segundo um assessor republicano.

Os dois lados enfrentam um prazo final de 31 de dezembro, quando 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes de gastos entrarão automaticamente em vigor.

(Reportagem adicional de Thomas Ferraro, em Washington, e de Gabriel Debenedetti, em Nova York)

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