Cresce pessimismo do consumidor de SP

A confiança do consumidor da região metropolitana de São Paulo voltou a cair em novembro. O desemprego e a crise política são os fatores que mais estão afetando a expectativa de longo prazo das pessoas no que se refere ao consumo.O Índice de Intenções do Consumidor (IIC), medido mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), está sendo influenciado este mês mais pelo cenário futuro. Mesmo a melhora da disposição para as compras no curto prazo, com a proximidade de Natal, não impediu a queda de 0,90% do índice em relação a outubro e de 3,03% sobre novembro do ano passado.No que se refere ao momento atual, o levantamento mostrou que as pessoas estão mais inclinadas a adquirir bens duráveis do que no mês passado. Dos 11 bens pesquisados, seis registraram aumento da intenção de compra: celular (8,13%), videocassete/DVD (7,60%), automóvel (6,56%), televisão (5,52%) e aparelho de som (4,90%). Já a intenção de não adquirir bem algum nos próximos 60 dias caiu, passando de 48,44% em outubro para 46,25%.De acordo com avaliação dos economistas da Fecomercio, a chegada do Natal é a maior motivação para o consumidor ir às compras. Apesar da efetiva perda de renda, as pessoas utilizam parte dos recursos extras do fim de ano para presentear. Muitos também aproveitam para quitar dívidas e voltar a comprar a prazo.PessimismoO desemprego foi apontado por 30% dos 900 entrevistados na pesquisa como o problema que mais preocupa. Em segundo lugar, com 15,21% das respostas, está a crise política e, em terceiro, a inflação em alta, com 11,25%.A falta de emprego, que afeta mais as pessoas de poder aquisitivo mais baixo, interfere fortemente no índice de confiança. Por isso, o grupo com renda de até 10 salários mínimos é o mais pessimista, apresentando índice de 88,30 na escala de 0 a 200, ante o índice de 116,60 registrado pelos consumidores que ganham mais de 10 mínimos.

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