Coluna

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Cresce processamento de cana

Avanço foi de 10,6% ante a safra anterior, diz Conab

Fabíola Salvador, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou que a indústria brasileira vai esmagar 475,12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2007/08, que já foi concluída na região Centro-Sul e está sendo processada desde setembro na Região Nordeste. O terceiro e último levantamento da Conab para a safra indicou um aumento de 10,6% no esmagamento de cana em relação à safra anterior. Isso corresponde a 86,4% da colheita total de 549,9 milhões de toneladas no ciclo atual - volume recorde e 15,8% maior em relação à safra 2006/07. O crescimento está ligado à avaliação dos produtores que haverá aumento da demanda de álcool na época do plantio.O diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Silvio Porto, disse que a expansão da cana-de-açúcar em São Paulo - que é o maior produtor do País - foi a menor na comparação com outros Estados. A área plantada com cana em São Paulo na safra 2007/08 cresceu 11,9%.Mato Grosso do Sul e Paraná foram Estados que tiveram crescimento expressivo na área cultivada com o produto: 27%. Na Bahia, a área plantada cresceu 50%, mas Silvio Porto explicou que, em termos absolutos, o crescimento é muito pequeno.O diretor disse que o plantio de cana região amazônica não é expressivo nesse momento e não traz preocupações ao governo. Ele ponderou que existem poucas usinas instaladas na região.ÁLCOOLPorto disse que o terceiro e último levantamento confirmou a tendência de maior produção de álcool em detrimento do açúcar. O processamento da safra 2007/08 na região Nordeste começou em setembro e vai até abril.No Centro-Sul, que responde pela maior parte da produção de cana do País, o esmagamento da próxima safra (2008/09) começa em abril. Para a safra 2008/09 de cana, Porto disse que a expectativa é de crescimento da produção. Ele comentou, ainda, que existem muitas usinas em fase de instalação no País, sem dar um número.O diretor da Conab ressaltou que o levantamento divulgado ontem mostrou uma queda de rendimento das lavouras de cana em São Paulo. Segundo ele, isso foi resultado da redução do índice de chuvas durante o período de desenvolvimento dos canaviais.SÃO PAULOSão Paulo confirma sua posição de maior produtor de cana, respondendo por 58% da colheita. Porto disse que a destinação para o setor sucroalcooleiro ficou assim dividida: 223,5 milhões de toneladas vão para a fabricação de açúcar e 251,6 milhões de toneladas vão para a indústria do álcool hidratado (usado nas bombas dos postos) e anidro (misturado na gasolina). O restante, 74,8 milhões de toneladas, vai para outros fins, como a produção de cachaça, rapadura, alimentação animal e semente.

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