Crescem as vendas à vista

As vendas à vista e com cheques pré-datados predominaram no comércio na primeira quinzena de setembro e tiveram crescimento acentuado na comparação com o mesma época do ano anterior. Até o dia 15, as consultas ao Telecheque, que dão uma idéia das vendas à vista, aumentaram 18,1% em relação ao mesmo período no ano passado. Já as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), um dos indicadores das vendas a prazo, na mesma comparação, aumentaram 8,6%.Parte do crescimento do Telecheque é explicado pela base de comparação. "Em setembro do ano passado, o Telecheque registrava uma queda de 9,5%", disse o economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo. Mas ele atribuiu também o aumento das vendas à vista às liquidações, à melhoria do emprego e à guerra de promoções anunciada com destaque pelas grandes redes de supermercados.A inadimplência na primeira quinzena do mês também ficou estabilizada, com apenas 0,7% de alta em relação ao mesmo período no ano passado e com ligeiro aumento de 0,2% em relação ao mês anterior. Mas a recuperação de crédito cessou. Os registros cancelados (acertos de dívidas) caíram 5,9% em relação aos primeiros quinze dias de setembro de 1999 e 13,4% na comparação com o mês anterior. Imec em quedaO Indicador de Movimentação Econômica (Imec/Fipe-Estadão) encerrou agosto com queda de 2,12% em relação a julho, com recuo maior do que o esperado. Mas a perspectiva é que neste mês já ocorra alguma recuperação no indicador. Na análise da técnica do Imec e pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Zeina Latif, esse recuo reflete o aumento do custo de vida, especialmente do preço dos combustíveis, fazendo com que o consumidor mudasse os gastos. Ela frisou que não se trata de uma reversão no ritmo de atividade.Um forte sinal de que a alta do combustível alterou o orçamento é, por exemplo, o crescimento de 1,15% no movimento de passageiros de ônibus urbanos em agosto, depois de vários anos consecutivos de queda. O fluxo de passageiros no metrô também cresceu 0,71% no mês passado, voltando ao nível de 1998. Enquanto isso, o movimento de carros e veículos comerciais nos pedágios caiu 4,82%. Já as vendas de combustíveis no atacado cresceram 5,40% em agosto. O único indicador que espelhou, no mês passado, o ritmo de atividade foi o consumo de energia elétrica, que aumentou 0,68% no período. Ela explicou que esse é um forte sinal de que a atividade econômica continua em recuperação.

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