Crescem os lançamentos residenciais

Os números de lançamentos residenciais de julho confirmam as afirmações de que o mercado imobiliário no município de São Paulo este ano está bem melhor do que em 1999. Nos 31 dias de julho foram colocados à venda 2.116 novas unidades. Quase o dobro de novas moradias lançadas em julho do ano passado, que registrou 1.059. De acordo com pesquisa feita pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), o desempenho do setor no primeiro semestre deste ano superou o número de lançamentos no mesmo período de 1999. Enquanto no ano passado, nos sete primeiros meses, surgiram 10.879 unidades, em 2000 a análise indica um total de 14.478 novas residências. Para o empresário Basílio Jafet, vice-presidente de Incorporações, do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi), para entender o motivo de surgir tantos lançamentos no primeiro semestre deste ano, vale uma análise dos três anos anteriores. "Nosso setor sofre muito com as taxas de juros e as influências econômicas externas." Para Jafet, as crises das bolsa asiáticas, em 1997, da Rússia, em 1998, e a desvalorização do real, em 1999, prejudicaram os lançamentos residenciais. "Espero que este respiro do ano 2000 dure um pouco mais para o mercado continuar produzindo", comenta. Investimentos de alto padrão A maioria das ofertas no município de São Paulo continua sendo de dois dormitórios, porém, vale ressaltar que as residências de quatro quartos ou mais, por exemplo, aparecem em segundo lugar no ranking. "Como nos anos anteriores os investidores optaram por destinar recursos para os empreendimentos comerciais, os segmentos de flats e de residenciais de alto padrão ficaram sem muitas opções", comenta o diretor de Marketing da Lopes Consultoria Imobiliária, Hélio Vergara. A Lopes é uma das imobiliárias com um grande número de imóveis lançados em julho à venda. O duplex Saint Croix, da incorporadora Darpan, é um exemplo das ofertas de alto padrão. Localizado em Moema, zona sul, tem 225 metros quadrados de área útil, quatro suítes e está sendo vendido por preço a partir de R$ 650 mil. Este valor equivale à média dos quatro-dormitórios lançados em julho. Há outros empreendimentos classificados na categoria de altíssimo padrão. O edifício Lindenberg Alto da Boa Vista, na zona sul, vendido pela Abyara com incorporação da Schahin, tem quatro suítes e 378 metros quadrados de área útil. O preço inicial é R$ 1,024 milhão. Caixa Recentemente, a Caixa Econômica Federal restringiu créditos para imóveis usados, dando prioridade para empreendimentos na planta. Essa medida, de acordo com o presidente da Caixa, Emílio Carrazai, vai contribuir para o fortalecimento do setor imobiliário que, com recursos para produzir mais imóveis, consequentemente, oferecerá mais empregos.

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