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Crescimento brasileiro será de apenas 0,3% em 2014, diz OCDE

Entidade rebaixou estimativas sobre Brasil e apontou que incerteza de eleições afetam economia

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2014 | 07h31

GENEBRA - O Brasil terá uma taxa de crescimento de apenas 0,3% em 2014, a segunda mais baixas entre as principais economias do mundo. A estimativa é da OCDE que, hoje, publicou seu informe sobre as projeções para 2014 e 2015 e reduziu suas projeções para a economia brasileira. 

A revisão do crescimento do PIB nacional foi o maior feito pela OCDE em comparação às suas projeções de maio deste ano. No primeiro semestre, a estimativa era de que o Brasil cresceria em 1,8% em 2014.  

Segundo a entidade, o rebaixamento do Brasil também ocorrerá em 2015. O País terá uma expansão de apenas 1,4% e, mesmo se sair da recessão, a taxa de expansão ainda será uma das mais baixas.

Em 2014, apenas a economia da Itália terá um desempenho mais negativo que a brasileira, com uma contração de 0,4%. 

"O Brasil entrou em recessão no primeiro semestre de 2014", indicou a OCDE. "Investimentos tem sido fracos, afetados pela incerteza sobre a direção das políticas depois das eleições e pela necessidade de políticas monetárias que possam frear a inflação acima da meta", apontou a entidade.

"Uma recuperação moderada por ser esperada. Mas o crescimento será abaixo do potencial em 2015", completou.

Os dados apontam que a economia dos EUA crescerá 2,1% em 2014 e 3,1% em 2015. No Reino Unido, a taxa de expansão neste ano chegará a 3,1%, contra 2,8% em 2015. 

Mesmo o Japão, que há anos vive uma situação dramática em sua economia, verá uma expansão de 0,9% em 2014.  

A zona do euro crescerá em 0,8% no ano, ainda que as diferenças internas no bloco sejam importantes. Na Alemanha, o crescimento será de 1,5%. Mas a França terá uma expansão de apenas 0,4%. 

A mesma diferença de desempenho será sentida nos emergentes. Na China, a expansão será de 7,4% em 2014 e 7,3% em 2015. Na Índia, a taxa será de 5,7%. 

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