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Crescimento da economia da UE será o maior em seis anos

A Europa deve registrar em 2006 seu maior crescimento nos últimos seis anos. Dados divulgados nesta quarta-feira pela Comissão Européia estimam que a região terá um aumento de seu PIB de 2,7% neste ano. Bruxelas foi obrigada a rever para cima sua previsão, que era de um crescimento de 2,3%. Investimentos e aumento da demanda foram os itens que mais contribuíram para o crescimento.O desempenho não é apenas o melhor em seis anos, mas tira a região de uma estagnação que já preocupava governos e empresas. Em 2005, o crescimento havia sido de apenas 1,6%. Na zona do euro, o aumento do PIB de 2006 será de 2,5%, contra 1,4% no ano passado nos países que adotam a moeda. A inusitada revisão das projeções ocorreu graças ao desempenho inesperado do segundo trimestre, que apresentou um crescimento de 0,9%. Na avaliação dos economistas, a demanda doméstica é o motivo da recuperação, aliada a um aumento de investimentos. Os resultados tem surpreendido até os próprios europeus, que viram sua economia crescer mais que a americana e a japonesa no segundo trimestre. Uma das principais novidades deve ser a volta do crescimento na Alemanha, que por anos tinha deixado de ser a responsável pelo aumento do PIB da região. A Alemanha deve crescer 2,2% neste ano. No início de 2006, a previsão era de um aumento de apenas 1,7%. A França terá um desempenho ainda melhor, com um crescimento de 2,3%, enquanto a Espanha apresentará uma taxa de 3,5%. A Itália, que junto com a Alemanha estava estagnada, voltará a crescer, mas a uma taxa modesta de 1,7%. Na Inglaterra, o aumento será de 2,7%, contra 5% na Polônia. Para este ano, a UE projeto um aumento no número de postos de trabalho como resultado desse crescimento. O desemprego já deu mostras de queda no primeiro semestre, passando de 8,7% entre janeiro e julho de 2005 para 8% neste ano. Quanto à inflação, a taxa prevista para 2006 deve ser de 2,3%, contra um aumento de preços de 2,2% em 2005. Os europeus reconhecem que o petróleo tem pressionado a inflação para cima, mas a taxa conseguiu ser controlada por dois fatores: um aumento na produtividade européia e uma concorrência maior no mercado consumidor da UE. A estimativa é de que os produtos chineses, mais baratos, forçaram as empresas européias a ter de ajustar seus custos de produção para continuar competindo. O resultado foi sentido no controle de preços. Segundo os economistas europeus, porém, essa inflação somente ficará nesse nível se o preço do barril do petróleo não ultrapassar a marca dos US$ 73,00. O combustível sofreu um aumento de preço de 80% no mercado europeu desde o início de 2005. Para 2007, os europeus esperam uma manutenção das taxas de crescimento. Mas alertam que o preço do petróleo pode ser um fator cada vez mais determinante. "O crescimento econômico em 2006 deverá ser o melhor desde 2000. Vamos utilizar esse bom momento para acelerar reformas estruturais e orçamentárias. Só assim poderemos conseguiremos aumentar o potencial de crescimento", pregou Joaquin Almunia, Comissário Econômico da UE.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 17h30

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