Crescimento da força de trabalho desacelera no País

A força de trabalho no Brasil vai crescer menos nesta década. Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostram que a parcela da população brasileira que integra o mercado de trabalho vai aumentar 12,97% no período. A alta do indicador é a menor desde a década de 80, período inicial do levantamento.

LUIZ GUILHERME GERBELLI, Agencia Estado

22 de abril de 2012 | 09h51

O ritmo mais baixo do crescimento da força de trabalho faz com que o País tenha um avanço mais parecido com o desempenho da média mundial. Na década atual, o mundo crescerá 11,27%. Nos anos 90, a diferença entre o crescimento do Brasil e o do mundo chegou a ser de quase 16 pontos porcentuais.

A redução do ritmo de crescimento está atrelada ao ajuste populacional que o Brasil atravessa, sobretudo com a redução da taxa de fecundidade. De acordo com os dados do Banco Mundial, em 2010, a taxa de fecundidade no Brasil foi de 1,9 - em 1980 era de 4,1; dez anos mais tarde, passou para 2,8.

"Como tem menos nascimentos, tem menos gente entrando no mercado de trabalho", afirma André Portela, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em economia do trabalho.

O crescimento da força de trabalho no Brasil ainda é maior se comparado ao verificado nas economias mais maduras. A força de trabalho na União Europeia, por exemplo, terá uma expansão de 1,2% nesta década. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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