Crescimento da indústria chinesa desacelera em abril

Ritmo lento foi afetado pela pouca expansão da demanda, da oferta e das importações e exportações do país

O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2017 | 03h15

PEQUIM - A indústria chinesa manteve sua expansão neste mês de abril, mas em um ritmo mais lento do que no mês anterior, como mostram dados oficiais do Escritório Nacional de Estatísticas da China.

O Índice de Gerentes de Compras de Produção Industrial (PMI, em inglês) caiu para 51,2 pontos neste mês, uma queda de seis décimos em relação a março deste ano. Os números apontam uma recuperação instável na segunda maior economia do mundo. De acordo com o órgão oficial, os dados “não atingiram as expectativas do mercado”.

Segundo o estatístico da National Bureau of Statistics, Zhao Qinghe, o número atual foi afetado pelo crescimento lento da demanda e da oferta, e por uma expansão também lenta das importações e exportações.

O crescimento abaixo da estimativa média de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam queda a 51,7, também foi resultado da contração do alto consumo de energia nas indústrias, disse Qinghe.

China viu seu crescimento mais lento em três décadas em 2016. O grande setor industrial do país é visto como um importante indicador para a economia chinesa.

Espera-se que o Banco Popular da China guie as taxas de juros de curto prazo superior e intensifique a supervisão do setor financeiro em meio a uma repressão nos negócios bancários.

Líderes chineses têm se comprometido a mudar a ênfase para tratar dos riscos financeiros e bolhas de ativos, problemas que os analistas dizem ser uma ameaça para a segunda maior economia do mundo se não forem geridos adequadamente.

O presidente Xi Jinping pediu, na semana passada, maiores esforços para afastar os riscos sistêmicos e ajudar a manter a segurança financeira, informou a agência local Xinhua.

Alguns analistas acreditam que o crescimento econômico da China atingiu o pico no primeiro trimestre, mas que está a caminho de atingir a meta de 6,5% neste ano.

O subíndice de novas encomendas caiu de 53,3 em março para 52,3 em abril, enquanto o subíndice de produção recuou de 54,2 para 53,8, de acordo com o governo. /EFE, AP, Reuters e Dow Jones Newswires

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