Crescimento da produção é força de expressão, diz Iedi

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) considera "força de expressão" dizer que a produção industrial cresceu 2,9% no primeiro quadrimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira. "Esse resultado foi concentrado em pouquíssimos segmentos", dizem, em comunicado, os economistas do instituto.A justificativa para tal afirmação é que dos 27 setores analisados pelo IBGE, apenas cinco foram responsáveis por 86% do crescimento da indústria geral: máquinas para escritório e equipamentos de informática; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações; indústria extrativa; e refino de petróleo e álcool.De acordo com o Iedi, os números da produção industrial mostram que, na margem, a indústria brasileira praticamente não saiu do lugar em 2006, mantendo ("na verdade declinando um pouco") a produção com relação ao final de 2005. Outro quadro pintado pelos números do IBGE mostra que são poucos os segmentos que conservam um desempenho que poderia ser chamado de "satisfatório".O Iedi defende que, para assegurar um melhor desempenho médio da indústria no restante do ano, mais em linha com as perspectivas de 5% para a indústria, é necessário ampliar os segmentos dinâmicos da indústria. Em outras palavras, o Iedi quer juros mais baixos e câmbio mais favorável às exportações.

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