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Crescimento de 5% e boa gestão poderiam solucionar a Previdência, diz Giambiagi

O economista Fábio Giambiagi, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, disse à Agência Estado que se a economia crescer 5% ao ano, a melhor gestão pode resolver o problema da previdência. "Mas a dúvida é se, na ausência de reformas, a gente vai crescer a essa taxa", afirmou. Na terça-feira, ele lançará o livro Reforma da Previdência - O Encontro Marcado. O especialista não quis comentar os números divulgados nesta quinta-feira que mostraram o crescimento de 207% do déficit da previdência entre setembro de 2005 e o mês passado, quando atingiu R$ 8,566 bilhões. Ele afirmou que o governo já vêm trabalhando para melhorar a gestão na área, e avalia que o Ministério da Previdência "vem fazendo uma ótima tarefa tanto na área do auxílio-doença quanto no recadastramento".Mas disse recear "que se perca uma janela de oportunidade para fazer a reforma da previdência em 2007, no período de lua de mel do governo". Questionado se o novo governo terá período de lua de mel, já que a campanha está cheia de acusações, ele comentou que, tradicionalmente, é sempre mais fácil o governo aprovar reformas em seu primeiro ano. Admitiu, no entanto, que compartilha da preocupação de analistas com as dificuldades que o próximo governo terá no Congresso, qualquer que seja o presidente eleito. "A oposição terá poder de veto constitucional porque ninguém terá os três quintos (do total de votos dos parlamentares exigidos para aprovar emendas constitucionais)", disse.

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