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Crescimento de private equity não inibe investimentos

O forte crescimento no número de fundos de private equity no Brasil, inclusive estrangeiros, não está prejudicando as oportunidades de investimento da indústria, apesar da percepção de um possível estreitamento na oferta causada pelo excesso de recursos. A avaliação é dos participantes do painel que discutiu o aumento da indústria no Brasil Investment Summit, evento que está sendo realizado nesta semana em São Paulo.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

24 de abril de 2012 | 20h49

O ex-presidente diretor de investimento da Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal (CEF), e atual diretor executivo de novas aquisições da Caixa Participações, Demósthenes Marques, disse que as possibilidades de geração de empreendimentos é grande o suficiente para atender o capital disponível, diante da elevada necessidade de investimento no País e da ascensão da classe média. "Não há bolha no valor dos investimentos, causada por desequilíbrio na demanda em relação à oferta, com potencial de gerar perda ao investidor de longo prazo", disse.

Ele afirmou ainda que a Funcef prospecta investimentos para participação, por meio dos fundos de private equity, nos setores de infraestrutura, os sustentados pelo crescimento da massa real dos salários e nos quais o Brasil tem vantagens competitivas sustentáveis, como o pré-sal. O patrimônio da Funcef está em torno de R$ 50 bilhões.

O diretor-superintendente da FIBRA, fundo de pensão de Itaipu, Sílvio Renato Rangel Silveira, acrescentou que as possibilidades se estendem a aspectos demográficos relacionados à expansão econômica, oferecendo oportunidades nos setores turísticos, imobiliário e de lazer. O FIBRA tem patrimônio de R$ 2,2 bilhões, dos quais aproximadamente 5% estão investidos em participações em empresas e projetos por meio de investimento em fundos de private equity.

O sócio da Gávea Investimentos Marcos Pinto afirmou que a estratégia do fundo de private equity da instituição, de adquirir participações minoritárias, ajuda e enfrentar a concorrência, que muitas vezes se concentra em participações majoritárias. Ele disse que a Gávea tem apenas três participações majoritárias por meio de seus investimentos de private equity. Pinto afirmou que dos R$ 7 bilhões em recursos administrados pela Gávea, R$ 4 bilhões estão em fundos de private equity.

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