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Crescimento depende de estabilidade monetária, diz Mantega

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, disse hoje que a primeira condição para o crescimento sustentado no Brasil é a estabilidade monetária, a qual não acontece em países que têm instabilidade inflacionária. Ele admitiu que o crescimento da economia pode até ser possível em ambientes em que haja inflação, mas argumentou que esse crescimento seria efêmero pois a inflação dispararia, sobrando muito pouco para a sustentação do crescimento. De acordo com o ministro, em todo o mundo é consenso que não se faz crescimento com inflação alta. "Governos de direita, de esquerda e de centro, no mundo todo, não toleram mais a inflação", afirmou Mantega durante a abertura da instalação do Grupo Temático Fundamentos Estratégicos para o Desenvolvimento, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em São Paulo. O segundo ponto que determina o crescimento sustentado é o equilíbrio fiscal, afirmou o ministro. "A dívida pública não pode estar em trajetória ascendente, como vimos no País no passado", afirmou. Mantega citou como exemplos as esquerdas de Itália, França e Alemanha, que, quando no governo, também se propuseram a buscar esse equilíbrio. De acordo com o ministro, só a conjugação da inflação baixa e do equilíbrio fiscal permite juros reais ? taxas nominais descontada a inflação ? mais baixos e abundância de crédito, algo que não existe no País porque as duas condições ainda não foram alcançadas. Além disso, Mantega destacou que a sociedade precisa abraçar projeto de desenvolvimento a ser capitaneado pelo Estado brasileiro.

Agencia Estado,

28 de maio de 2003 | 15h56

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