Crescimento do investimento no Brasil é o 2º maior do mundo

Recursos estrangeiros no País têm crescimento de quase 100% em 2007, atrás apenas da Holanda

Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado,

09 de janeiro de 2008 | 13h32

O Brasil só perdeu para a Holanda, em 2007, na classificação dos países com maior crescimento no investimento estrangeiro direto (IED), segundo estudo divulgado nesta quarta-feira, 9, pela Unctad, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para o comércio, com sede em Genebra (Suíça). O investimento estrangeiro no Brasil somou US$ 37,4 bilhões no ano passado, o que representa um crescimento de quase 100% sobre 2006. De acordo com os analistas da Unctad, a maior parte dos investimentos recebidos pelo País teve como foco o aumento da capacidade industrial. O balanço mostrou que, mundialmente, o IED foi recorde em 2007, com a soma de US$ 1,5 trilhão. A Holanda, país que liderou a pesquisa em aumento de investimentos no ano passado, havia recebido em 2006 apenas US$ 4 bilhões. Em 2007, o IED passou para US$ 104,2 bilhões. A diferença é explicada pela venda do banco ABN Amro para o espanhol Santander, por US$ 98,5 bilhões, um negócio concluído no segundo semestre do ano passado. Um dado interessante no ano de 2007 foi a queda do investimento estrangeiro direto na China, de 3%. O país recebeu US$ 67 bilhões. América Latina A Unctad afirma ainda que os investimentos estrangeiros na América Latina e Caribe chegaram a US$ 125,8 bilhões no ano de 2007. O crescimento foi de 50% em relação ao ano anterior, com novos investimentos e expansão da produção de empresas já instaladas. O organismo também chamou a atenção para o fato de que o IED direcionado para o México quase duplicou, subindo 93%. No Chile, a alta foi de 92%. A Colômbia experimentou um avanço do IED de 30,6% e a Argentina, uma queda de 39,6%. Como o estudo da Unctad leva em consideração o crescimento de um ano para o outro, os Estados Unidos, com o ingresso de US$ 193 bilhões no ano passado, tiveram uma evolução de 10% sobre o total de 2006.  Para os analistas, o dólar desvalorizado serviu como atrativo para os investidores. Depois dos Estados Unidos, foi o Reino Unido que mais recebeu recursos de IED no ano passado, US$ 171 bilhões, ou seja 22% a mais do que em 2006.

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