Crescimento do PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para 1,6%

Desempenho da economia ficou abaixo do cálculo anterior, de avanço de 2,4%, mas superou expectativas

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

27 de agosto de 2010 | 09h41

O PIB norte-americano do segundo trimestre foi revisado em baixa, como era esperado, mas para um crescimento superior à média prevista pelos economistas ouvidos pela Agência Dow Jones. De acordo com o Departamento do Comércio, a economia dos EUA expandiu-se à taxa anualizada de 1,6% no período entre abril e junho. No cálculo anterior, divulgado há um mês, o governo havia estimado uma expansão anualizada de 2,4%, após crescimento de 3,7% no primeiro trimestre.

O Departamento do Comércio também revisou em alta o maior componente do PIB, de gastos com consumo, que subiram 2% no segundo trimestre, acima da estimativa anterior de aumento de 1,6%. No primeiro trimestre, os gastos com consumo avançaram 1,9%.

O enfraquecimento da atividade econômica continuou evidente na pressão sobre os preços. O índice geral de preços para gastos com consumo pessoal (PCE) ficou estável no segundo trimestre, abaixo da estimativa anterior de alta de 0,1%. No primeiro trimestre, o índice subiu 2,1%.

O núcleo do índice PCE, que exclui os preços de alimentos de energia e é acompanhada atentamente pelo Fed, subiu 1,1% no segundo trimestre, não sendo revisado. No primeiro trimestre, subiu 1,2%.

Outros indicadores de inflação presentes no relatório do PIB também mostraram poucos sinais de pressão sobre os preços. Os preços das compras brutas domésticas subiram 0,1% no segundo trimestre, sem revisão, após alta de 2,1% no primeiro trimestre. O índice de preços em cadeia do PIB avançou 1,9% no segundo trimestre, revisado em alta de elevação de 1,8% informada anteriormente e acima de 1% no primeiro trimestre.

Os investimentos das empresas em equipamentos e softwares subiram 17,6% no segundo trimestre, dado revisado em baixa de alta de 21,9% estimada anteriormente. Os investimentos do primeiro trimestre também foram revisados em baixa, para alta de 7,8%, de elevação de 20,4% informada antes.

O relatório mostrou também que os estoques subiram mais do que o calculado anteriormente, em US$ 63,2 bilhões no segundo trimestre, acima dos US$ 44,1 bilhões informados. O componente dos estoques adicionou 0,63 ponto porcentual ao crescimento do PIB, abaixo da contribuição de 2,64 pontos porcentuais do primeiro trimestre.

As vendas reais finais do produto doméstico, que representa o PIB subtraído das mudanças nos estoques privados, foi revisado levemente para baixo, para ganho de 1%, de estimativa inicial de alta de 1,3%. No primeiro trimestre, havia subido 1,1%. As informações são da Dow Jones. 

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