Crescimento do PIB mundial em 2009 deve ser menor em 6 anos

Segundo a consultoria norte-americana Global Insight, lista de países em recessão está aumentando

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

21 de agosto de 2008 | 17h18

O crescimento econômico mundial em 2009 terá a menor taxa desde 2003, de acordo com a consultoria norte-americana Global Insight. "O crescimento de todas as regiões no mundo deve ter desaceleração no próximo ano e a lista de países em recessão ou perto dela está aumentando", observa a economista Sara Johnson. A instituição diz que a economia mundial não deve ser retomada até 2010. O Produto Interno Bruto (PIB) global deve ter expansão de 2,8% em 2009, segundo projeção da consultoria. Em 2003, o PIB global ficou em 2,7%. "Nossos números são calculados em preços de mercados e faz diferença quando comparados aos números do Fundo Monetário Internacional, calculados em Poder de Paridade de Compra (PPP)", acrescentou a economista para a Agência Estado. Segundo a metodologia do FMI, o crescimento do PIB global ficou em 4% em 2003. A analista observa que os riscos são de mais declínio do crescimento mundial e há risco para revisões para baixo dos números projetados pela consultoria para 2009. Segundo a Global Insight, a economia mundial não deve ter retomada até 2010, quando a economia dos EUA finalmente deve escapar dos "efeitos do pior declínio no setor de moradias desde a Segunda Guerra". Neste ano, a economia global deve crescer 3%, segundo projeção da Global Insight. Para 2010, a consultoria vê a economia mundial crescendo 3,7%. Para os EUA, a consultoria prevê PIB em 1,6% neste ano e de 1,0% em 2009. A zona do euro deve crescer 1,4% neste ano e 1% em 2009. A China deve avançar 10% neste ano e 9% em 2009. A América Latina deve registrar expansão de 4,4% em 2008, levando em conta em México. Em 2009, o resultado da região deve ficar em 4,3%. Sem contabilizar o México, o resultado de 2009 (não há este dado para 2008) deve ser de 4,7%, estimou Johnson. Isso porque o México tem sido afetado diretamente pelos problemas na economia norte-americana. "A América Latina tem se beneficiado do comércio com a China. O fortalecimento dos emergentes beneficiou diversos dos países (da AL)", afirmou.

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