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Crescimento do PIB preocupa setor elétrico

Empresários estão apreensivos com risco de apagão

Renée Pereira, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre do ano (de 4,9% em relação a igual período de 2006) reforçou as atenções sobre a capacidade de o setor elétrico brasileiro atender à demanda futura. Apesar de o governo garantir que a situação é confortável, investidores e empresários estão apreensivos em relação ao abastecimento se o nível de atividade continuar elevado.O assunto tomou conta do 4º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), realizado ontem em São Paulo. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, apresentou uma série de números para comprovar que o risco de déficit de energia é baixo. Mas ele ressaltou que, num sistema como o brasileiro, predominantemente hidrelétrico, é difícil afirmar se vai ou não ter racionamento. Isso porque o País depende muito do nível de chuvas para encher os reservatórios.Apesar disso, os cenários desenhados pelo ONS são otimistas. Chipp destaca, porém, que as previsões levam em conta um conjunto de condicionantes, como a entrada em operação dos empreendimentos sem atraso e o cumprimento do Termo de Compromisso entre Petrobrás e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o funcionamento das térmicas movidas a gás. Mesmo assim, haverá necessidade de contratar mais 1.400 MW para suprir a demanda de 2011. Esse leilão deverá ocorrer em 2008 e contará especialmente com energia térmica, já que a oferta de energia hídrica é restrita.Para o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape), Mário Menel, a situação não é tão confortável como estão desenhando. ''''Quem garante que as usinas vão entrar em operação sem atraso? A gente sabe que não é assim. Além disso, estamos preocupados com o aumento do preço da energia'''', diz ele, referindo-se ao último leilão, em que uma série de térmicas a óleo combustível foi contratada.''''Essas usinas não podem funcionar todo tempo e quando funcionarem vão custar caro. Teremos de repassar para o nosso produto no exterior e vamos perder competitividade.''''Segundo Chipp, o preço do MW/hora dessas usinas térmicas gira em torno de R$ 300 e R$ 400. ''''Mas elas só podem ser acionadas em momentos críticos, já que precisam obedecer à ordem de menor preço do sistema'''', destaca ele. Ou seja, somente depois que os reservatórios estiverem em nível bastante reduzidos.O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, que travou uma briga com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sobre os riscos de racionamento, acredita que o governo está tentando amenizar a real situação do setor. Ele diz que o próprio ONS, no Plano Mensal de Operação (PMO), enviado aos agentes do setor, mostra que o risco é maior do que aquele que tem sido divulgado. ''''O PMO de setembro, com previsão de PIB de 4%, indica que o risco de déficit em 2011 no Sudeste é de 11,4% e no Nordeste, de 15,5%.'''' Os dados apresentados pelo ONS ontem mostram déficits em torno de 5%. Mas ninguém consegue explicar por que há tanta diferença entre os dados.

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