Crescimento do varejo puxa oferta de emprego em SP em junho

Supermercados, comércio automotivo e farmácias e perfumarias tiveram alta nas vendas, informa Fecomercio-SP

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

14 de agosto de 2009 | 13h27

O crescimento nas vendas do varejo em junho puxou a oferta de emprego na Região Metropolitana de São Paulo no mesmo período, aponta análise divulgada nesta sexta-feira, 14, pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, foram abertas 8.989 vagas de emprego formal na Região Metropolitana de São Paulo em junho, um incremento de 0,16% em relação ao mesmo mês do ano passado. Do total de empregos criados, 3.029 foram abertos no setor comercial. "O varejo registra recuperação no nível de emprego pelo terceiro mês consecutivo", comemora o economista da Fecomércio, Flavio Leite.

 

Em junho, o crescimento das vendas do varejo em São Paulo ante maio foi puxado pelos segmentos de Supermercados (12,2%), Comércio Automotivo (14,4%) e Farmácias e Perfumarias (10,3%), setores de grande peso no cálculo da Pesquisa Conjuntural de Comércio Varejista da Fecomercio-SP. Apenas esses segmentos representaram 1.818 novas contratações no período. Outro setor que também registrou significativa abertura de vagas em junho foi o de Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, com a contratação de 162 novos funcionários, acumulando no ano 1.040 novos empregos com carteira assinada.

 

Em contrapartida à onda de contratações, alguns segmentos continuam a registrar queda na criação de novos empregos desde o agravamento da crise financeira mundial no País. O setor de Lojas de Departamentos, por exemplo, teve baixa de 1,9% no número de vagas criadas em comparação a maio deste ano. Apesar do resultado negativo, o setor não entrou no vermelho e criou 56 vagas no período. "Ainda que haja a diminuição da oferta, o comércio continua empregando", avalia Flavio Leite.

 

Ainda de acordo com o economista, os dados do nível de emprego indicam que as empresas varejistas continuam otimistas quanto ao rumo de seus negócios para 2009, principalmente pela retomada do crédito e alongamento dos prazos de financiamentos. "As empresas varejistas acreditam que a política do governo, de manutenção do emprego e de estímulo ao consumo interno, possa dar resultados", afirma.

 

Salários

A Fecomercio-SP também calculou o salário médio em junho do funcionário do comércio varejista, que ficou em R$ 1.274. As atividades que registraram os maiores salários foram: Lojas de Departamentos, Concessionárias de Veículos e Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, com R$ 2.265, R$ 1.708 e R$ 1.741, respectivamente. O setor de Supermercados (Alimentos e Bebidas) oferece o menor salário médio: R$ 1.075.

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