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Crescimento econômico atrai investimento estrangeiro, aponta Ipea

O crescimento econômico é um dos principais fatores de atração de investimentos estrangeiros diretos (IED). Essa é uma das conclusões de estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento. "Ao contrário do que se costuma argumentar, o investimento direto externo não tem efeito positivo sobre o produto; este é que atua no sentido reverso, ou seja, é o produto do país em geral que tem efeito sobre a entrada de investimento direto externo", afirmam os pesquisadores Marcelo José Braga Nonnenberg e Mário Jorge Cardoso de Mendonça, integrantes da diretoria de Estudos Macroeconômicos do Ipea.Além dos tradicionais fatores empresarias, como a busca de recursos, mercados e eficiência, o fluxo de investimentos estrangeiros para países em desenvolvimento é determinado, principalmente, por fatores como tamanho e ritmo de crescimento da economia, qualificação da mão-de-obra, receptividade ao capital externo, risco-país e desempenho do mercado de capitais."O fato de a China ser a maior economia em desenvolvimento do mundo e a que apresenta uma das maiores taxas de crescimento nos últimos anos certamente contribuiu para que se tornasse um dos maiores receptores de capital", afirmam os pesquisadores.Com base em uma série de estudos, o Ipea levantou uma amostra de 33 países e avaliou a relação do fluxo de investimentos estrangeiros e seus fatores determinantes ao longo do período de 1975 a 2000. De acordo com os resultados obtidos, os pesquisadores observaram que o fluxo de investimentos reage mais à tendência de crescimento apresentada pelo país.O nível de qualificação da mão-de-obra e a abertura comercial também influenciam positivamente o ingresso desse tipo de investimento, assim como a estrutura industrial do país. O desempenho das bolsas de valores também é determinante. "Aumentos significativos nos índices de bolsa refletem momentos de euforia com aumento da propensão a realizar investimentos com maior risco", argumentam.Pontos negativosA taxa de inflação e o risco país ? taxa que mede a confiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país ? podem pesar negativamente para a entrada de capital. No caso do risco-país, eles ponderam que quanto maior o risco, maior a probabilidade de calote da dívida externa e, consequentemente, da adoção de medidas de restrição à saída de capitais internacionais. Ou seja, uma alta taxa de risco pesa negativamente na decisão das empresas estrangeiras de investir em economias com essas características.

Agencia Estado,

19 de abril de 2004 | 17h15

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