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Crescimento econômico global deve enfraquecer, afirma Lagarde

Segundo a diretora do FMI, PIB mundial é afetado pela recuperação mais fraca das economias avançadas e desaceleração dos países emergentes

Agências Internacionais

01 Setembro 2015 | 08h41

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse nesta terça-feira que espera o enfraquecimento do crescimento econômico global. Ela também afirmou que a Ásia está sujeita a desacelerar ainda mais em função da recente volatilidade nos mercados financeiros, embora a região deva liderar o resultado mundial.

Segundo Lagarde, que falou durante discurso na Universidade da Indonésia, o ritmo de expansão mundial é ameaçado pela "recuperação mais fraca do que se esperava nas economias avançadas e uma nova desaceleração nas economias emergentes, particularmente na América Latina".

Em relatório trimestral publicado em julho, o FMI reduziu sua projeção de crescimento da economia mundial em 2015, de 3,5% para 3,3%. A previsão reflete uma expansão estimada de 2,1% nas economias avançadas e de 4,2% em mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

"Como região, ainda espera-se que a Ásia lidere o crescimento global", disse Lagarde. Mesmo no continente asiático, porém, o ritmo "está ficando um pouco mais fraco do que o esperado, com o risco de que possa desacelerar ainda mais, diante do recente aumento na aversão ao risco global", acrescentou.

Lagarde também comentou que economias emergentes, como a Indonésia, "precisam ficar vigilantes para lidar com contágios em potencial da desaceleração da China e das condições mais estreitas dos mercados globais". Para ela, não é possível dizer que a desaceleração chinesa era inesperada.

A chefe do FMI declarou ainda que a Indonésia, maior economia do Sudeste Asiático, se beneficiaria com uma liberalização maior do comércio e que o país deveria seguir o exemplo de Japão, Coreia do Sul e China e "se engajar mais plenamente com o mundo".

A Indonésia foi fortemente afetada pela desaceleração global, em meio à queda da demanda chinesa por seu carvão e outras commodities. A rupia, moeda do país, opera nos níveis mais fracos em 17 anos ante o dólar e o crescimento do país atingiu o menor nível em seis anos no segundo trimestre. 

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