Crescimento econômico pode ser nulo no 3º trimestre de 2011, prevê Fazenda

A expectativa, porém, é de recuperação da economia já no quarto trimestre 

Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

22 de novembro de 2011 | 10h58

BRASÍLIA - O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira, 22, que os indicadores apontam que o crescimento econômico brasileiro no terceiro trimestre de 2011 pode ser zero. No entanto, disse ele, que já há sinais de uma recuperação da economia no quarto trimestre.

Barbosa disse que, depois da divulgação oficial do PIB no terceiro trimestre, o governo pode reavaliar suas projeções. Ele destacou que, por enquanto, as projeções para crescimento da economia este ano variam de 3,2% na expectativa do mercado a 3,8% que é a previsão do governo.

Barbosa disse que a moderação do crescimento da economia ocorreu em função do cenário internacional e de medidas adotadas pelo governo para melhorar as contas públicas e conter a inflação.

2012 

Barbosa avaliou que as medidas já tomadas pelo governo este ano garantem uma expansão do PIB em ao menos 4% no ano que vem. Segundo ele, porém, uma aceleração para até 5% de crescimento ainda dependeria de novas ações governamentais.

"Para chegar a 5% depende de ações do governo, cabe ao governo dar direção às expectativas. Para 2012, esperamos nova expansão do investimento público", afirmou.

Entre as medidas já tomadas que teriam efeito em 2012, o secretário citou o aumento previsto para o salário mínimo em janeiro, as desonerações do Simples e do plano Brasil Maior, além do impacto defasado das reduções na taxa básica de juros ocorridas no segundo semestre deste ano. Segundo ele, o crédito livre deve retomar a trajetória de crescimento.

Inflação

Barbosa avaliou que a inflação medida pelo IPCA deve recuar para um patamar abaixo dos 5% em 2012. Para 2011, completou, a evolução de preços deve se manter dentro do intervalo superior da meta (de 6,5%), "apesar dos choques internos e externos que elevaram a inflação".

Para Barbosa, entre os fatores que levarão à desaceleração da inflação está a perspectiva de estabilidade ou queda nos preços internacionais das commodities. Além disso, acrescentou, alguns preços monitorados - como o de energia elétrica - terão reajustes menores em 2012. "Também esperamos maior estabilidade nos preços do etanol, ao contrário do choque que houve em 2011", completou o secretário.

"E ainda teremos o efeito defasado da desaceleração do crescimento no segundo semestre deste ano", concluiu.

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