Crescimento menor do País deve reduzir custo da energia elétrica

A lentidão da economia brasileira acabará dando um ajuda importante ao setor elétrico em 2014. Como o País deve crescer a um ritmo menor até 2018, a demanda por eletricidade reduziu nesse período, barateando o custo da energia no mercado de curto prazo, que tem causado um rombo bilionário nas contas das distribuidoras. Com menos expectativa de consumo para os próximos quatro anos, a economia para o setor pode chegar a R$ 1 bilhão até dezembro, segundo cálculos de especialistas feitos a pedido do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 02h01

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou ontem os custos da energia vendida em contratos de curto prazo, o chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Com menos carga a ser atendida, o preço futuro da energia, o chamado Custo Marginal de Operação (CMO), também fica menor, reduzindo o valor cobrado por essa energia emergencial na mesma proporção.

Até então, a Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS) usavam a projeção do Banco Central, que prevê crescimento médio do PIB de 4,4% entre 2014 e 2018. Agora, essa estimativa foi reavaliada para apenas 3,5% ao ano nesse período.

Com isso, o consumo em 2014 deve ficar 1.207 megawatts (MW) médios inferior ao estimado antes - caindo de 65.917 MW para 64.710 MW médios. Para 2015, a carga prevista será 1.648 MW médios menor. O custo futuro de agosto já sofreu um desconto de R$ 160 por MW/h.

Como o CMO é um dos fatores da fórmula de cálculo do preço da energia no mercado de curto prazo, o PLD também ficará mais barato a partir da próxima semana. "Não se trata de uma questão de erro no cálculo anterior, mas de uma atualização de parâmetros", disse o diretor da Aneel, André Pepitone.

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